O Movimento de Cidadãos "Pró-Hospital", de Tomar, vai reunir na próxima Sexta-Feira, na Sede da Junta de Freguesia Santa Maria dos Olivais.
A convite do Movimento, vão estar presentes alguns elementos da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo.
Exmo. Senhor
Dr. João Queirós e Mello
Presidente do Conselho Consultivo do Centro Hospitalar Médio Tejo
ASSUNTO: Informações sobre propostas de funcionamento do CHMT
Em 20 de Março passado endereçámos um pedido de reunião, de que juntamos cópia, ao Presidente do Conselho de Administração do CHMT, para debater algumas alterações que nos pareciam necessárias no funcionamento das urgências. O Eng. Esperancinha informou que dada a existência do Conselho Consultivo, ainda em fase de instalação, seria nesse órgão do CHMT o local indicado para debater a temática exposta.
Dado que a reunião do Conselho Consultivo não se realizava e dada a importância e urgência dos temas que gostaríamos de tratar, enviámos uma exposição escrita ao Presidente do CA, em 17 de Abril passado, (ver cópia), tendo como resposta deque as nossas “sugestões devem ser apresentadas no Conselho Consultivo”.
Chegados a esta data e atendendo à necessidade de, em nossa opinião, fazer correcções urgentes ao modo de funcionamento do CHMT, nomeadamente ao nível do serviço de urgências, entendemos dar conhecimento a Va. Exa. destes assuntos com vista a serem debatidos em reunião de Conselho Consultivo.
As informações prestadas pelos responsáveis do sector da saúde na Assembleia da República, as declarações do Ministro da Saúde e os dados oficiais sobre o desempenho do CHMT, implicam a necessidade de decisões que não devem ser tomadas à margem dos órgãos estatutários competentes.
Com as nossas cordiais saudações.
Pel’A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo
Médio Tejo, 9 de Maio de 2012.
ANEXO 1
Exmo. Senhor
Presidente do CA do CHMT
Desde que foi concretizada a
organização do serviço de urgência no CHMT, têm chegado ao nosso conhecimento
casos em que não está assegurado o acesso dos utentes em tempo útil e com
qualidade, aspectos que a Administração a que preside disse, na última reunião,
estarem acautelados.
Infelizmente, os casos que nos têm
sido relatados, alguns com desfecho dramático, provam que os doentes e
familiares estão a ser sujeitos a sofrimentos que poderiam ser evitados.
Atendendo ao melindre que estes
assuntos envolvem, solicita-se uma reunião urgente com o objectivo de debater a
prestação de serviços de urgência do CHMT, onde teremos oportunidade de fazer
sugestões de procedimentos organizativos que possam evitar situações gravosas e
promover a eficiência e eficácia a contento dos utentes da Saúde do Médio
Tejo.
Com as nossas cordiais saudações.
A Comissão de Utentes da Saúde do
Médio Tejo
……………….
ANEXO 2
Exmo. Senhor
Presidente do Conselho de
Administração do
Centro Hospitalar do Médio Tejo,
EPE
ASSUNTO: Sugestões de
Reorganização do CHMT.
Temos presente o seu mail de 26 de
Março, que agradecemos, e que responde ao nosso de 20 de Março,
e nos remete para uma futura reunião do
Conselho Consultivo, ainda em fase de instalação.
Reportando-nos ao vosso ofício
Refª 2228/2012/DHO de 9/2/2012, considerando o que ali se afirma e a gravidade
do que se está a passar com as urgências médicas no CHMT, que, em nosso
entender, exigem medidas urgentes, tomamos a liberdade de expor e sugerir o
seguinte:
Reafirmamos a nossa posição de que
por razões clínicas, humanas e financeiras e para bem servir os utentes com
qualidade, é necessário, desejável e possível manter nos três Hospitais do
Centro Hospitalar, o internamento em medicina interna e pediatria;
Mas, neste momento, o que ressalta
ainda com maior gravidade é a situação das Urgências. É já muito claro que a
sua qualidade baixou a todos os níveis. São muitos os testemunhos que nos
chegam e temos verificado, localmente, a grande insatisfação pela qualidade do
serviço de urgência e o medo, por parte de muitos utentes, em recorrer às
Urgências do CHMT. Ouvem-se já vozes a manifestar o desejo de, em caso de
necessidade, recorrerem às Urgências de Santarém ou Leiria, para fugir às do
CHMT. Alguns utentes terão feito chegar a sua insatisfação através de
reclamações, mas, muitos não o fazem manifestando receio de virem a ser
prejudicados em atendimentos futuros.
Era esperado e está a confirmar-se
que a Urgência centralizada em Abrantes não tem capacidade de resposta com
qualidade e dignidade. Mas, o que não se esperava nem se pode compreender é que
em urgências atendidas em Torres Novas ou Tomar onde existem valências da
doença detectada os utentes sejam mandados para nova Urgência em Abrantes para,
se necessário, poderem ser internados, muitas vezes, regressando àqueles
hospitais.
Para além do sofrimento infringido
com esta prática ao utente e do risco de vida que corre, estão a duplicar-se os
episódios de urgência e a fazer-se gastos desnecessários em transportes de
doentes e seus familiares, quando o socorro especializado estava ali a uns
metros.
Outro dos procedimentos que nos
parece incorrecto é o facto de os utentes a quem é dada alta na urgência de
Abrantes, terem de regressar pelos seus meios à unidade de entrada. Esta
situação é ainda mais grave atendendo às normas em vigor para o transporte de
doentes não urgentes.
É por isso necessário e urgente
alterar estas rotinas e dotar as urgências de Tomar e Torres Novas de meios
humanos e técnicos para evitar tão graves anomalias.
Isto é: fazer, o que o Presidente
do CA nos disse que faria, na reunião do dia 17 de Janeiro, que era, manter nas
urgências destes hospitais os médicos e meios necessários para atender os
doentes com qualidade e humanidade. E também, para cumprir o despacho nº
5414/2008, do Ministério da Saúde, no qual as urgências de Tomar e Torres Novas
são classificadas de SUB5 o que significa “ com especificidades na
referenciação atendendo às valências médicas instaladas”.
Estamos certos que sendo dinâmico
o projecto de reorganização esta situação possa ser resolvida em tempo útil
para que se possam evitar males maiores.
Com os melhores cumprimentos.
A Comissão de Utentes da Saúde do
Médio Tejo
Sobre o debate:
QUE CUIDADOS DE SAÚDE
TEMOS E QUEREMOS NO MÉDIO TEJO
No debate organizado pela CUSMT, a 11 de Maio, no Montepio Nossa Senhora da Nazaré, em Torres Novas, para a análise das condições de prestação de cuidados de saúde no Médio Tejo, foram consensuais as seguintes conclusões:
1.
Constatou-se, nas diversas intervenções confirmando inúmeros testemunhos já conhecidos, que os cuidados de saúde estão mais caros, mais longe e com menos qualidade, o que tem provocado sofrimento nos utentes e seus familiares. Mereceu especial realce, o que se tem passado ao nível da organização das urgências hospitalares.
2.
As mudanças/reorganizações quer nos cuidados hospitalares quer nos cuidados primários têm-se resumido à concentração, redução ou encerramento de serviços, de que não resultou, apesar do prejuízo de muitos utentes, qualquer melhoria no desempenho financeiro ou mais cuidados de saúde. Assim, é decisivo defender cuidados de proximidade nos cuidados de saúde primários e uma organização hospitalar que contemple outro modelo de funcionamento das urgências e os serviços de medicina interna, pediatria e cirurgia do ambulatório nas três unidades (Abrantes, Tomar e Torres Novas)
3.
Analisadas as declarações de diversos responsáveis locais, regionais e nacionais pelas políticas do sector da saúde, em diversos locais e contextos, há fundados receios de que venham a ser aprofundadas as medidas de austeridade como o encerramento de unidades de saúde (hospitais, extensões de saúde, serviços), em claro prejuízo da Região e das suas populações que cada vez mais precisam de cuidados de saúde.
4.
Concretizar de imediato algumas iniciativas: a Comissão de Utentes vai solicitar reuniões urgentes à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e à Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República; irá reafirmar a necessidade de o Conselho Consultivo do CHMT reunir o mais depressa possível; promover acções públicas de denúncia e reivindicação, com outras entidades interessadas, em Torres Novas, Tomar e Abrantes, com o objectivo da defesa de cuidados de proximidade e de qualidade para a população do Médio Tejo.
Nota final: A CUSMT reúne no dia 14 de Maio para começar a concretizar as iniciativas atrás apresentadas.
REUNIÃO PÚBLICA
T. NOVAS
11.MAIO (sexta), 21 horas
no Montepio Nª Sª Nazaré
D e b a t e
Face a novas informações,
acontecimentos e realidades, que cuidados de saúde temos e queremos nos Centros
de Saúde e no Centro Hospitalar do Médio Tejo?
CICLO DE CONFERÊNCIAS
"políticas e consumidores"
SAÚDE & CONSUMIDORES
10 de maio de 2012, 15 horas, auditório do ISCSP , Lisboa
in TVI
TORRES NOVAS: doentes com HIV sem consultas
abrir
http://www.tvi.iol.pt/videos/13620723
.............................
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/n
Hospitais cortam nos remédios
Oito hospitais estão com graves problemas financeiros e correm o risco de deixar de ter condições para continuarem a prestar assistência aos doentes, afirmou ontem no Parlamento o presidente da Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS), o organismo de gestão financeira do Ministério da Saúde.
1h00
Por:Cristina Serra
Segundo João Carvalho das Neves, sete dos hospitais estão localizados na Região da Grande Lisboa e apenas um no Porto: Santa Maria, São José e São Francisco Xavier (Lisboa), Garcia de Orta (Almada), Barreiro/ /Montijo, Setúbal, Abrantes e Santo António (Porto).
Para reduzir a despesa, os hospitais já cortaram nas horas extraordinárias dos médicos e enfermeiros, estão a comprar medicamentos mais baratos e a fazer os exames clínicos estritamente necessários, deixando de encaminhar os doentes para as entidades convencionadas. Porém, as unidades não podem cortar mais na despesa.
João Carvalho das Neves explica que as instituições "têm custos fixos e a reestruturação leva tempo". Para reduzir o défice e aumentar a poupança no SNS, é necessário que os hospitais prestem um serviço "mais eficiente" e ainda que haja concentração de serviços, sublinhou o responsável.
Nesse sentido, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, vai avançar com a reforma hospitalar, proposta por grupos de trabalho que avaliaram as Urgências, emergência pré-hospitalar e os hospitais mais aptos para efectuarem determinadas especialidades e cirurgias. oticias/nacional/saude/hospitais-cortam-n
Paço: populares manifestam-se contra encerramento da extensão de saúde
Um grupo de populares do Paço foi esta segunda-feira à assembleia municipal (AM) de Torres Novas pedir à câmara e aos membros daquele órgão “que façam alguma coisa” pelos idosos daquela freguesia, que não tem como se deslocar à Lamarosa, para ter consultas médicas. Há cerca de um mês que a extensão de saúde do Paço foi encerrada (havia duas manhãs por semana de consultas) e, queixa-se a população, não só da sede freguesia mas também dos Pousos, Soudos e Vila do Paço, que os mais idosos não têm como se deslocar. “A população é idosa, a média de idades ronda os 80 anos, não têm transporte nem há transportes públicos. E os táxis são muito caros”, ilustrou Paula Martins, porta-voz dos moradores.
Pedro Ferreira, vice-presidente da autarquia, disse que a explicação dada pela administração regional de saúde é que a população fica a ganhar uma vez que passa a ter médico cinco dias por semana, mas os populares não se convencem, afinal, falta resolver o problema do transporte. Além disso, os populares duvidam que a extensão de saúde de Lamarosa tenha capacidade de resposta par mais 870 utentes.
Entretanto, circulou um abaixo-assinado no Paço através do qual a população e reclama que não sejam tomadas quaisquer medidas de reorganização que tenham por base a saída do médico e do enfermeiro sem que não haja garantia de substituição dos mesmos. O texto do abaixo-assinado foi proposto pelo presidente da junta de freguesia do Paço ser votado sob forma de moção, que foi aprovada por unanimidade. Por sugestão da bancada do PSD, foi apenas alterada uma parte da redacção da moção, que chegará ao gabinete do ministro da Saúde.
Por: Jornal Torrejano, em: 01-05-2012
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