Sábado, 29 de Agosto de 2009

Privados violam acordos com Serviço de Saúde

 

Há unidades privadas a prestar serviços a utentes do Serviço Nacional de Saúde, sem convenções, sendo pagas por outras que têm acordos com o Estado. A Entidade Reguladora da Saúde diz que a situação é lesiva para os utentes e para a concorrência no sector.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) alerta para a existência de irregularidades de entidades privadas de saúde que têm convenções com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Nos últimos anos, têm chegado àquele organismo algumas queixas sobre entidades que não têm acordos de convenção com o SNS, mas prestam serviços aos utentes como se as tivessem. Utentes que vêm encaminhados por outras entidades privadas, estas sim, com convenções com o SNS e que pagam os serviços prestados pelas primeiras, com os dinheiros que recebem do Estado, ao abrigo dos acordos que têm com este.

Irregularidades que podem ser lesivas para os utentes, para a leal concorrência no sector e para os interesses do próprio Estado, admite o presidente daquele entidade, Álvaro Santos de Almeida . Actos "ilegítimos quer de umas quer de outras", que devem ter as suas consequências. "No limite, a detentora da convenção pode ficar com ela suspensa", diz o presidente da Entidade Reguladora do sector.

Ainda há duas semanas, a ERS deliberou sobre dois casos do género com entidades do Norte País, cabendo agora à Administração Regional de Saúde do Norte, entidade outorgante da convenção com algumas dessas entidades, tomar medidas.

Um dos casos envolve o Instituto de Cardiologia do Norte e o Hospital da Misericórdia de Paredes. O hospital da Misericórida de Paredes estava a efectuar exames de cardiologia para o Serviço Nacional de Saúde, mediante a apresentação pelos utentes do documento onde figurava a requisição dos respectivos exames. Acontece que esses exames deveriam ser feitos em entidade com convenção de cardiologia e aquela unidade não a tinha. Da investigação feita pela ERS conclui-se que esta prestava os serviços aos abrigo de uma "parceria" com o Instituto de Cardiologia do Norte (ICN), este sim, detentor de convenção.

Assim, o conselho directivo da ERS conclui que o Hospital da Misericórdia de Paredes "não pode fazer uso em qualquer situação de convenção com o SNS, ou com qualquer outro subsistema (...), detida por uma entidade terceira, nomeadamente pelo ICN". E recomendou à ARS Norte, enquanto entidade outorgante da convenção detida pelo ICN que apure a forma como está a ser utilizado esse acordo e que procedesse, caso necessário à aplicação das respectivas consequências.

Caso idêntico passou-se também com a Clínica de Fisiatria de Castelo Branco, detentora de convenção, com a Zelaprasi- Clínica Médica e a Certicomum limitada.

In “DN” 29.8.09

publicado por usmt às 09:52
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

ESTA FOI UMA GRANDE VITÓRIA (sem espinhas!) das COMISSÕES DE UTENTES DA SAÚDE (com apoios que souberam conquistar)

 

Assinatura do Acordo Estratégico para Construção do Hospital no Seixal


 

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, e o Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Alfredo Monteiro, assinam esta quarta-feira, dia 26 de Agosto, às 11 horas, na Quinta da Fidalga, freguesia de Arrentela, o Acordo Estratégico para a Construção do Hospital no Seixal que define o seu perfil assim como a programação dos trabalhos.

Recorde-se que a construção do Hospital, que irá servir os habitantes dos concelhos do Seixal, de Almada e Sesimbra, é uma reivindicação da População destes três concelhos desde 2002, quando se verificou que o Hospital Garcia de Orta não respondia às necessidades dos utentes.
 
Depois de alguns avanços e recuos, em Fevereiro de 2005 o Ministério da Saúde divulgou um Relatório da Escola de Gestão do Porto onde se concluía que a melhor solução para a margem sul do Tejo seria a ampliação do actual Hospital Garcia de Orta, ao invés de se construir um novo Hospital a localizar no Concelho do Seixal.

Este relatório contrariou o que tinha sido proposto no Plano Director Regional dos Equipamentos de Saúde da Administração de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que em 2002 tinha referido a necessidade de construir o novo hospital na área do Seixal, para colmatar as insuficiências da capacidade de resposta do Hospital Garcia de Orta.
 
Como forma de reivindicação para a rápida construção deste equipamento as Autarquias e Comissões de Utentes de Saúde dos concelhos do Seixal, Sesimbra e Almada e a população encetaram uma série de acções, tais como o abaixo-assinado e a petição entregues na Assembleia da Republica e o Cordão Humano na Baía do Seixal.


 


 

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Extensão de Saúde de Minde: que prevaleça o bom senso!

 

Por causa do combate ao surto de Gripe A
Em Minde, 4000 utentes iriam ser de imediato afectados no acesso a Cuidados de Saúde
Ninguém coloca em causa que se devem tomar medidas prévias para o combate a surtos epidémicos. Mas também achamos que as medidas devem ser adequadas em relação à realidade. E todas as decisões devem obedecer a alguma coerência, serem tomadas com muito bom senso e sempre em diálogo com a comunidade que, por essas medidas, vai ser beneficiada e/ou prejudicada.
O imbróglio criado com a afectação da totalidade das instalações da Extensão de Saúde de Minde (Concelho de Alcanena), para o acompanhamento dos possíveis casos de gripe A, da zona do ACES “Serra d'Aire” - que engloba os concelhos de Ourém, Alcanena, Torres Novas e Entroncamento – prova que muito ainda há a fazer no capítulo da organização dos cuidados de saúde, nos métodos de informação aos utentes e na auscultação prévia das entidades que conhecem as realidades.
Felizmente que prevaleceu algum bom senso. Afectar parte das instalações e preparar os meios necessários para o caso de haver mesmo um grande surto gripal. Incorrecto era afectar já cerca de 4000 cidadãos no acesso a cuidados de saúde de proximidade (pois todos os serviços seriam transferidos para a Alcanena, a dez quilómetros de distância), para deixar a totalidade das instalações para acudir a doentes, até agora inexistentes, com gripe A.
Infelizmente a nível nacional, as decisões parecem um pouco erráticas. Vejamos, numa primeira fase todos os casos com sintomas eram encaminhados para determinados hospitais, agora só vão receber os casos mais graves. Divulgou-se que os primeiros apoios deveriam ser obtidos através do acesso à linha Saúde 24, mas a própria Ministra veio a público manifestar o seu desagrado pela forma deficiente com que tal serviço estava a funcionar. As últimas directrizes informam que serão os Centros de Saúde a atender os casos de gripe A. Os Cuidados de Saúde Primários, o parente pobre do SNS, com mais uma responsabilidade... Esperemos que não seja mais um problema a somar aos que já existem e que têm graves consequências na prestação de cuidados de saúde às populações.
A CUSMT, certa de que a saúde é o bem mais precioso do ser humano, faz votos para que o súbito interesse de alguns candidatos às próximas eleições (depois de silêncios comprometedores e complacentes), pela organização da prestação de cuidados de saúde não se fique pelo período da campanha eleitoral. Continuem a emitir opiniões no futuro e todos os dias. As populações agradecem.
A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo
Médio Tejo, 25.8.2009
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Domingo, 23 de Agosto de 2009

MAIS UMA REUNIÃO no âmbito do ciclo eleitoral

Abertos ao debate com todas as forças políticas candidatas às próximas eleições legislativas e autárquicas, sobre a temática da saúde, a CUSMT depois da reunião com a CDU de Torres Novas, reunião dia 24 de Agosto, aceitou o pedido de reunião com os candidatos CDS/PP de Tomar e agendou a reunião para a próxima terça, dia 26 de Agosto, pelas 18,30 horas, na Sede da Junta de Freguesia de S. João Baptista, em Tomar.

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FALTAM CUIDADOS DE ENFERMAGEM na Freguesia do Paialvo - Tomar

 

ALÉM DE CUIDADOS MÉDICOS

TAMBÉM FALTAM CUIDADOS DE ENFERMAGEM


 

Freguesia do Paialvo – mais um caso concreto

 

 

É pública a escassez de médicos de família, um pouco por todo o País, mas com situações graves no Médio Tejo. Das recentes medidas do Ministério da Saúde, nem uma teve resultados práticos na nossa Região. No entanto, as entidades responsáveis esquecem que também faltam enfermeiros. A nível nacional estima-se que será preciso contratar mais 30% de enfermeiros. (Estes são dados divulgados pelo próprio Ministério e confirmados por outras entidades do sector, como a Ordem dos Enfermeiros e Sindicato Nacional dos Enfermeiros).


Recentemente foi colocada uma informação na Extensão de Saúde de Carrazede, Freguesia do Paialvo, concelho de Tomar, que anunciava o cancelamento temporário do serviço de enfermagem. Citamos, na íntegra, “AVISO – NÃO HÁ SERVIÇO DE ENFERMAGEM NESTE CENTRO DE SAÚDE – DO DIA 17 DE AGOSTO AO DIA 04 DE SETEMBRO DE 2009 – Qualquer assunto a tratar, p.f. o utente têm de se dirigir ao Centro de Saúde de Nabância, em Tomar entre as 14 horas e as 20 horas (semanal), e das 9 horas às 20 horas (sábados, domingos e feriados).


A esta situação acresce a irregularidade da presença de médico na Extensão de Saúde, brigando que os utentes (a maioria de idade avançada e sem meios de transporte próprios) a percorrerem uma distância de 30 Kms (ida e volta), muitas vezes para fazer um simples penso.


A Comissão de Utentes da Saúde já reportou esta situação ao Director Executivo do ACES “Zêzere” - Agrupamento de Centros de Saúde – que engloba o Centro de Saúde de Tomar, solicitando a tomada de medidas para resolver este problema.


Este trata-se, infelizmente, de mais uma prova de que as políticas seguidas na organização dos cuidados de saúde não correspondem às necessidades das populações. Em muitas comunidades rurais e envelhecidas, a existência de serviços de enfermagem faz toda a diferença no acesso a cuidados de saúde.


Em todas as respostas, o Ministério da Saúde desculpa-se, no caso do médicos de família, com a falta de profissionais. Pergunta-se: Sra. Ministra da Saúde, no caso dos enfermeiros, dado que existem profissionais (milhares no desemprego), porque não são contratados?


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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

in "O Mirante" - RIACHOS: MAIS UM CASO CONCRETO

DOIS MIL DISCRIMINADOS NA VILA DE RIACHOS

Ao ler O MIRANTE reparei na pergunta. “Tem alguma história para contar? Conhece alguém que seja vítima de discriminação?” e aqui estou eu a responder. Conheço uma discriminação que me afecta a mim e a cerca de dois mil riachenses. Foi mesmo por ser uma discriminação colectiva que me entusiasmei mais a escrever. Desde Novembro de 2008 que não temos médico de família. Quando precisamos temos que nos deslocar a Torres Novas. Sete quilómetros medidos com a minha vespa. Isto é uma grave discriminação.

Estes dois mil descontaram como os outros que têm, médico cá em Riachos. Uma grande parte são idosos que não tem transporte próprio e por isso muitas vezes vão ao médico particular em Riachos, apesar da reforma de alguns mal chegar para comer. É que os transportes públicos não são muitos e nem todos servem.

No dia 25 de Maio adoeci com febre e estava a chover. Moro a cerca de 300 metros do transporte público e tenho uma artrose numa perna. Ora, a chover e com febre, não podia ir na vespa pelo que tive de recorrer ao carro de praça e pagar sete euros. Um dos medicamentos provocou-me uma alergia. Como não é fácil a deslocação andei a ver se passava e como não passou, tive de lá voltar ao fim de 10 dias. Foi uma médica que me atendeu. Entre os medicamentos para a alergia um ainda me fez pior.

Ao fim de dois dias tive de lá voltar para saber o que devia fazer. E já foi outra médica que me atendeu. Vim para casa mas como não melhorava nada - até cheguei a levantar-me duas ou três noite e pôr-me de baixo do chuveiro porque não podia dormir com aquele fogo desde os olhos ate ao nível do umbigo - tive de lá voltar e foi outra medica que me atendeu, desta vez com mais um medicamento diferente e continuar com os outros excepto aquele a que também sou alérgico.

De todas essas vezes já fui no meu transporte mas com o trânsito que existe hoje e com tanto motorista atrevido que não se importa de ultrapassar uma vespa ao mesmo tempo que cruza com um camião, não é fácil. Se tivesse cá o medico, eu teria sofrido tanto? Onde está a qualidade de vida de que tanto se fala? Isto não é evoluir, é regredir, regredir e para uma data bem recuada porque eu tenho 78 anos e nunca precisei de ir ao médico a Torres Novas a não ser de especialidades. Vem aí as eleições. Vou votar em quem?

Manuel Carvalho Simões

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

PARA DEBATER QUESTÕES DA SAÚDE a Comissão de Utentes “VAI A TODAS”

 

Ainda recentemente enviámos às forças políticas concorrentes às eleições legislativas e autárquicas um apelo para que, nos seus programas eleitorais, respondessem a uma série de questões que se prendem com o acesso e organização dos cuidados de saúde na Região do Médio Tejo.

Agora, e manifestando desde já a sua disponibilidade para participar em todos os debates e reuniões que tenham a ver com o sector da saúde, a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo aceitou o convite da Coordenadora da CDU de Torres Novas para a realização de uma reunião, que vai ter lugar na Casa Sindical de Torres Novas, no próximo dia 24 de Agosto de 2009, pelas 18,30 horas.
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Perguntamos aos ACES do Médio Tejo: quantos e quando vêm médicos para os nossos Centros de Saúde?

 

Exmo. Senhor

Director Executivo do ACES Médio Tejo II - “Zêzere”

CONSTÂNCIA


 


 


 

ASSUNTO: Medidas excepcionais para suprir a falta de médicos

no ACES “Zêzere”


 

Devido à escassez de médicos de família (situação repetidamente reconhecida por Va. Exa.) têm-se agravado as condições de acesso a cuidados médicos em diversas unidades de saúde do ACES “Zêzere”.


 

Foram diversas as iniciativas desta Comissão de Utentes alertando os responsáveis para a necessidade de medidas excepcionais para debelar os problemas existentes. As respostas que nos chegaram do Ministério da Saúde, através da ARSLVT, informam que, a par de orientações que só a médio e longo prazo terão efeitos positivos, estão a ser encaradas medidas urgentes para que, no mais curto espaço de tempo, as populações possam ter acesso a cuidados médicos de proximidade.


 

Como é do vosso conhecimento verificam-se situações problemáticas em Unidades de Saúde dos Concelhos de Abrantes e Constância.


 

Tendo vindo a público informação, não desmentida, de que o Ministério da Saúde contratou médicos estrangeiros para serem colocados no Alentejo, Algarve e Ribatejo, a CUSMT solicita resposta para as seguintes questões:


 

Alguns desses médicos virão a prestar serviço nas unidades de saúde do ACES “Zêzere”?


 

Quantos virão e onde serão colocados? E quando chegarão?


 

Atendendo à gravidade da situação, que outras medidas estão a ser preparadas?


 

Aguardando uma resposta, tão breve quanto possível, às nossas questões, enviamos os nossos melhores cumprimentos.


 


 

A Comissão de Utentes da Saúde

do Médio Tejo


 

Médio Tejo, 14.8.2009

 

         

 

                                                   oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Exmo. Senhor

Director Executivo do ACES Médio Tejo I - “Serra d'Aire”

TORRES NOVAS


 


 


 

ASSUNTO: Medidas excepcionais para suprir a falta de médicos

no ACES “Serra d'Aire”


 


 

Devido à escassez de médicos de família (situação repetidamente reconhecida por Va. Exa.) têm-se agravado as condições de acesso a cuidados médicos em diversas unidades de saúde do ACES “Serra d'Aire”.


 

Foram diversas as iniciativas desta Comissão de Utentes alertando os responsáveis para a necessidade de medidas excepcionais para debelar os problemas existentes. As respostas que nos chegaram do Ministério da Saúde, através da ARSLVT, informam que, a par de orientações que só a médio e longo prazo terão efeitos positivos, estão a ser encaradas medidas urgentes para que, no mais curto espaço de tempo, as populações possam ter acesso a cuidados médicos de proximidade.


 

Como é do vosso conhecimento verificam-se situações problemáticas em Unidades de Saúde dos Concelhos de Ourém, Torres Novas e Entroncamento.


 

Tendo vindo a público informação, não desmentida, de que o Ministério da Saúde contratou médicos estrangeiros para serem colocados no Alentejo, Algarve e Ribatejo, a CUSMT solicita resposta para as seguintes questões:


 

Alguns desses médicos virão a prestar serviço nas unidades de saúde do ACES “Zêzere”?


 

Quantos virão e onde serão colocados? E quando chegarão?


 

Atendendo à gravidade da situação, que outras medidas estão a ser preparadas?


 

Aguardando uma resposta, tão breve quanto possível, às nossas questões, enviamos os nossos melhores cumprimentos.


 

A Comissão de Utentes da Saúde

do Médio Tejo

Torres Novas, 14.8.2009


 

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Chegaram 40 médicos cubanos contratados pelo Governo

ATÉ QUE ENFIM!

MAS, SERÁ QUE SÃO SUFICIENTES? PARA ONDE VÃO EM CONCRETO E QUANDO?

Só para o Médio Tejo estima-se que são precisos 20 clínicos.

Será esta apenas uma das medidas transitórias?

 

(texto do DN de 14.8.2009)

 

"Os centros de saúde do Alentejo, Algarve e Ribatejo vão ser em breve reforçados com profissionais vindos de Cuba e contratados pelo Ministério da Saúde. Bastonário alerta para o perigo da falta de habilitações

Quarenta médicos cubanos chegaram esta semana a Portugal para no final do mês reforçarem os centros de saúde do Alentejo, Ribatejo e Algarve, adiantou ao DN o porta-voz da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA), Mário Simões. "Durante os próximos dias decorrerá toda a tramitação burocrática para a inscrição destes profissionais na Ordem dos Médicos", explica o responsável.

Os clínicos da América Latina foram recrutados pelo Governo Português que com eles deverá fazer acordos de um ano renováveis. Fonte Oficial do Ministério da Saúde confirmou ao DN a existência de negociações com diversos países da América Latina, mas diz que ainda não estão fechado nenhum protocolo. Aliás, neste momento, os 40 profissionais estarão em Lisboa a regularizar a situação para obterem o reconhecimento da licenciatura por uma faculdade portuguesa, pois só assim podem realizar acordos com o Estado e exercer no País. O bastonário dos Médicos garante, no entanto, que a solução não é contratar cubanos e avisa que eles podem não ter formação para exercer (ver entrevista).

Já para quem lida com a falta de clínicos, esta solução chega numa boa altura, até porque a gripe A vai aumentar a pressão sobre os serviços médicos.

"O mais provável é que no final do mês esses profissionais estejam em condições de reforçar os quadros dos centros de saúde", diz Mário Simões, assegurando que o Litoral Alentejano e o distrito de Beja estão na "primeira linha" das preocupações pois são as regiões "mais carenciadas" de médicos.

Um dos casos mais graves é o do concelho de Odemira (ver caixa) onde a situação se agrava com a chegada do Verão que faz multiplicar por cinco a população de Vila Nova de Milfontes, Zambujeira do Mar e Almograve, "Todos os anos abrimos quatro ou cinco concursos que ficam desertos pois as pessoas não demonstram interesse em fixar-se na região", diz o porta-voz da ARSA.

O Alentejo é a região com maior decréscimo de clínicos gerais (de Junho de 2006 a Junho de 2008, deu-se uma quebra de 23%), mas o fenómeno é extensível a todo o país, que só tem cinco mil médicos de família. Por isso, há 1,4 milhões de utentes sem esses profissionais. Para além do Alentejo, os cubanos serão colocados no Barlavento algarvio, em municípios dos distritos de Santarém e de Setúbal.

Nos últimos anos, Cuba tornou--se num país "exportador" de médicos. Em Julho, o Governo de Angola anunciou a contratação de 239 clínicos formados na ilha de Fidel Castro. "

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Sábado, 8 de Agosto de 2009

SAÚDE: um "êxito" do Ministério da Saúde

De acordo com os dados do TC (Tribunal de Contas), em 31 de Dezembro de 2008 havia quase 1,5 milhões de utentes (1.474.532) sem médico de família no país, um aumento de 27 por cento relativamente a Junho de 2006 (1.164.635).

 

in "DN" de 3.8.2209

publicado por usmt às 22:27
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