Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

Na imprensa: Hospitais do Médio Tejo não cumprem ordens da Tutela

 
Hospital compra carros topo de gama
Administração hospitalar manda reduzir uso de medicamentos e número de tratamentos
24 Julho 2010 (CM)
Por:Cristina Serra
O Centro Hospitalar do Médio Tejo – que integra os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas – adquiriu este mês dois automóveis topo de gama para dois dos seis administradores, numa despesa total de 60 mil euros. A aquisição vai contra as ordens da ministra da Saúde, Ana Jorge, que em Maio deu indicações para que os hospitais públicos reduzissem a despesa em 50 milhões de euros, até ao final do ano. Uma das despesas a cortar era precisamente a aquisição de carros para os administradores.
Esta aquisição de duas viaturas ignora totalmente o despacho dos ministérios das Finanças e da Saúde de 29 de Junho, que manda "reduzir a despesa total com a frota automóvel, designadamente com as viaturas de serviço afectas aos administradores, relativamente ao valor executado em 2009."
A aquisição de carros topo de gama está a provocar profundo mal-estar nos funcionários hospitalares. Segundo apurou o CM, questionam a legitimidade da aquisição quando o "conselho de administração impõe medidas de restrição no uso de medicamentos, redução de enfermeiros e suspensão de tratamentos, como a proibição de aplicação de cardioversores implantáveis no serviço de Cardiologia". Os dois automóveis foram adquiridos em regime de aluguer operacional e entregues aos gestores a 21 de Julho. São da marca Renault, modelo Fluence, com equipamento de luxo, incluindo estofos em pele, bancos aquecidos, GPS e faróis automáticos. Cada viatura custa cerca de 30 mil euros.
Os dois gestores passam assim a dispor de carros de luxo de serviço, tal como já acontece com os restantes quatro administradores. Os seis administradores terminam o mandato em Outubro.
O CM pediu um esclarecimento à administração do CHMT, que não respondeu. O Ministério da Saúde diz "desconhecer a situação", mas irá "apurar, no âmbito da monitorização dos planos de redução da despesa dos hospitais".

publicado por usmt às 20:56
link do post | favorito
|

HOSPITAL DE ABRANTES INVESTE 4 MILHÕES DE EUROS EM PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO

 

O hospital de Abrantes, inaugurado há 25 anos, está a ser objecto de trabalhos de modernização de serviços e requalificação das instalações, num investimento de 4 milhões de euros (ME).
As intervenções em curso na unidade – que integra o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), conjuntamente com os hospitais de Tomar e Torres Novas -, estão centradas na melhoria dos serviços de urgência e zona de triagem e na reinstalação dos serviços farmacêuticos do piso 10 para o piso térreo.
João Vaz Rico, gestor do hospital desde 2007, anunciou que, a curto prazo, será instalada uma unidade de cuidados continuados de convalescença com capacidade para 47 camas, no piso 10 do hospital, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados, num investimento global de 1,8 ME.
Segundo Vaz Rico, até ao final do ano vão avançar outros investimentos na requalificação física da unidade e no reforço da qualidade da prestação de serviços, como nos casos do internamento, pediatria, alimentação e dietética.
O gestor da unidade hospitalar – dotada de 192 camas e 740 colaboradores dependentes – sublinhou outro “investimento de fundo”, na ordem dos 1,4 ME, que resultará da construção de uma nova cozinha e de um novo restaurante/refeitório.
Desde Outubro de 2007 que, por deficientes condições a cozinha do hospital de Abrantes está encerrada na sequência de uma inspecção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), funcionando desde então através de um sistema em que as refeições chegam já embaladas, sendo depois preparadas e distribuídas no refeitório e nas enfermarias.
O montante global de investimentos, que ronda os 4 ME, é justificado pelo gestor com a “necessidade da melhoria do estado das instalações e dos serviços de atendimento”, sublinhando a integração no CHMT de três unidades hospitalares, que “apresentam diferentes idades entre si”.

publicado por usmt às 20:51
link do post | favorito
|

CUSMT escreve à Ministra da Saúde

 

Exma. Senhora

Ministra da Saúde

 

 

 

ASSUNTO: Equipa de gestão do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

 

 

 

 Atendendo a que o mandato do actual Conselho de Administração do CHMT está a terminar a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo acha pertinente fazer alguns comentários sobre a sua actividade e apresentar algumas sugestões sobre a composição do futuro órgão dirigente do CHMT.

 

O CHMT precisa de ser valorizado em todas as suas valências como unidade pública de saúde, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, e promover sinergias e a colaboração com outros níveis de cuidados de saúde, nomeadamente os Primários e Continuados.  

 

O aumento do número de elementos do actual Conselho de Administração do CHMT (que segundo consta foi um imperativo de manutenção dos equilíbrios político-partidários e regionais) não se traduziu em quaisquer ganhos de eficiência e eficácia nem na definição de um plano estratégico para tão importante unidade de saúde do SNS. Nem o objectivo de equilibrar a situação financeira, bem explícito pelos responsáveis, aquando da tomada de posse não foi alcançado, tendo, até piorado.

 

Esta Comissão de Utentes, na ausência de Conselho Consultivo do CHMT (e na esteira de algumas das conclusões de recente Auditoria do Tribunal de Contas), sugere que a próxima equipa dirigente seja mais pequena (mas deve continuar a ter o Director Clínico e o Enfº. Director), mais coesa, mais dialogante com os profissinais e com a comunidade envolvente, mais eficaz na definição e aplicação de um plano estratégico que dinamize os serviços existentes, crie outros e aproveite todas as potencialidades de instalações e equipamentos, como forma de servir o desenvolviemento social e económico da Região e do País.

 

Certos da atenção que as nossas observações merecerão de Va. Exa. enviamos os nossos melhores cumprimentos.

 

 A Comissão de Utentes da Saúde

do Médio Tejo

 

 

Médio Tejo, 26.07.2010

publicado por usmt às 20:49
link do post | favorito
|

Pedido de reunião ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo

 

Exmo. Senhor

Presidente do Conselho de Administração

do Centro Hospitalar do Médio Tejo

 

 

 

 

ASSUNTO: Pedido de reunião, para análise das medidas de contenção de

 despesas e pedido de informação sobre as listas de espera

 para consultas e cirurgias.

 

 

 

 

 Na ausência de Conselho Consultivo do CHMT, onde muitos aspectos da vida do Centro Hospitalar seriam tema de informação e análise, a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo solicita a Va. Exa. uma reunião para sermos informados sobre as medidas de contenção de despesas e quais os impactos na prestação de cuidados de saúde aos utentes.

 

Aproveitaremos, ainda, para solicitarmos informações sobre as listas de espera para consultas e cirurgias e a demora nos exames especiais, pois que têm sido recorrentes as queixas por parte dos utentes.

 

Com os melhores cumprimentos.

 

 

 A Comissão de Utentes da Saúde

 do Médio Tejo

 

 

 

 

Médio Tejo, 26.07.2010

publicado por usmt às 20:46
link do post | favorito
|
Sábado, 24 de Julho de 2010

Mais de quinhentos disseram bem alto: "Queremos a ponte!"

Populares protestaram contra encerramento da ponte de Constância

Mais de meio milhar de pessoas estiveram concentradas na noite de sexta-feira junto à ponte de Constância em protesto pelo seu encerramento à circulação rodoviária, tendo prometido "intensificar as formas de luta" a partir da próxima semana.

Convocada por mensagens via telemóvel e através das redes sociais, a manifestação popular decorreu de forma ordeira e pacífica, vigiada de perto pela GNR, tendo sido anunciada a criação de uma "Comissão de Utentes Unidos pela Ponte" (CUUP), aprovado um documento reivindicativo a enviar ao Ministro das Obras Públicas e avançar com formas de protesto "mais duras" se não for realizada uma nova inspecção que permita a reabertura da travessia, até ao próximo dia 27 de Julho, terça-feira.

A ponte, que funcionava num dos tabuleiros da travessia ferroviária (no outro tabuleiro continua a fazer-se a circulação de comboios) adaptado à circulação rodoviária, garantia a ligação da parte sul do concelho de Constância (onde se situam dois terços do território do município e da sua população) à parte norte (onde estão a quase totalidade dos serviços e equipamentos).  

O seu encerramento na quarta-feira, "de forma inesperada e sem terem sido providenciadas alternativas para os milhares de utentes diários", está a gerar a revolta das populações, que foram unânimes na análise à situação e da necessidade de se intensificarem as posições, tendo defendido de forma unânime a necessidade de "avançar com novas formas de protesto".  

Júlia Amorim, uma porta voz da CUUP e vice-presidente da autarquia, disse à agência Lusa que uma das medidas que podem ser tomadas terça-feira, "se até lá as entidades responsáveis pelo encerramento da ponte não solucionarem o problema", é "cortar ou parar a normal circulação ferroviária" na travessia.  

"Se a Refer tem o direito de nos cortar a ponte rodoviária nós também temos o direito de cortar a linha aos comboios", afirmou, tendo adiantado que "outras ideias" de protesto estão em equação, como, "por exemplo, a retirada das vedações e proceder à reabertura da ponte ao tráfego rodoviário".  

Júlia Amorim afirmou à Lusa que a população se sente "indignada, humilhada e discriminada em todas as esferas da sua vida pessoal normal, assim como se sente prejudicada pelos prejuízos causados ao tecido económico local, regional e nacional".  

"Não somos cidadãos de segunda e isso mesmo foi lavrado em documento onde reivindicamos a construção de uma nova ponte que sirva o concelho, a região e o país, onde exigimos que de imediato se realize uma nova inspecção à travessia agora encerrada, com divulgação urgente dos seus resultados, e se inicie o processo de obra de reabilitação da velha travessia, como prometido e anunciado publicamente pelo primeiro Ministro José Sócrates em Tramagal, em Outubro de 2008".  

"Caso as nossas pretensões não sejam atendidas, encetaremos todas as formas de protesto ao nosso alcance com vista à resolução definitiva deste problema, que se arrasta há dezenas de anos", prometeu. 

 

in JN 24.07.2010

publicado por usmt às 20:18
link do post | favorito
|

Opinião sobre o SNS em tempos de muito palavreado sobre a revisão constitucional

Era fatal como o destino: anteontem, no habitual frente-a-frente na SIC Notícias, lá apanhei o dr. José Luís Arnaut, do PSD, a explicar com generoso desprendimento e incomparável sentido de justiça social que não fazia sentido nenhum que uma pessoa como ele pagasse pelo recurso ao Serviço Nacional da Saúde o mesmo que portugueses claramente carenciados e com um baixo nível de rendimentos.

Entretanto, antes mesmo de entrar no fundo da questão que aqui me traz, quero explicar caridosamente ao dr. José Luis Arnaut e a tantos outros que dizem querer pagar mais que os desfavorecidos que hospitais públicos não estão proibidos de receber donativos ou ofertas e que eu conheço mesmo uma pessoa amiga que, sendo rica, e grata pela qualidade dos delicados serviços que recebeu num deles, ofereceu a uma unidade hospitalar um equipamento no valor de cerca de 20 mil euros. Portanto, José Luís Arnaut e tutti quanti andam atormentados com os benefícios que usufruem no SNS podem sempre adoptar uma atitude similar.
Por outro lado, acontece certamente que, hoje em dia, haverá muitos cidadãos que, por razões da sua idade, podem pensar que propostas como a do PSD e respectivas discussões são coisa de há poucos anos. Ora, a verdade é que são velhas e relhas e só a congénita hipocrisia e falta de vergonha da direita lhe pode permitir que, alegadamente para enfrentar os tempos actuais, acabem sempre por ir buscar ao baú propostas que estão cheias de bafio pela passagem do tempo.
Como é sabido, escrever ao longo dos anos, ajuda muito à memória. E é por isso que aqui posso contar que, para não ir mais atrás, para aí na recta final do cavaquismo, ou mais precisamente talvez em 1992, escrevi um artigo para um número da revista POLÍTIKA que já não chegou a sair e que era precisamente dedicado a este tema da diferenciação de rendimentos em termos de pagamento por serviços públicos, já então lançado pela direita. E desse artigo, de que não conservei cópia, há três coisas de que me lembro perfeitamente.
Por ordem decrescente de importância e de seriedade, a primeira é que salientava naturalmente que é em sede de impostos e da sua progressividade que se obtém a equidade social nesta matéria. Se há pessoas que se dizem chocadas por pagarem o mesmo que os pobres no SNS então façam favor de não fugir tanto ao fisco e mostrem-se abertas a aceitar taxas de IRS mais elevadas, se necessário for.
A segunda é que eu lembrava que a questão não podia ser limitada ao SNS porque, pela lógica destes «queixosos», também devia então ser aplicada à frequência da escola pública, designadamente no básico e no secundário, e também já agora a esse escândalo monumental constituído por até os milionários, se quiserem, poderem comparar passes sociais para os transportes públicos.
E, por fim, a
terceira era que, para fazer a vontade aos proponentes deste critério de diferenciação de rendimentos no acesso e pagamento de serviços públicos, como não seria adequado andarmos com estrelas de diversas cores cozidas na roupa, seria pelo menos indispensável que a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos passasse a emitir anualmente para cada contribuinte um prático e corrente cartão plastificado onde estivesse bem visível a letra (A, B, C, D, E, etc.) correspondente ao escalão de rendimentos de cada um.
 
(V. Dias no blog "O Tempo das Cerejas)

 

 

publicado por usmt às 20:08
link do post | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

SEM PONTE, NEM SEQUER O TRANSPORTE URGENTE DE DOENTES FUNCIONA

CONSTÂNCIA - População manifesta-se a partir das 23h30

A população do concelho de Constância vai realizar, esta sexta-feira, a partir das 23 horas, uma manifestação de protesto para com o encerramento da ponte de Constância Sul/Praia do Ribatejo. O coro de protestos está a crescer e o alvo é a REFER, acusada de avançar para esta medida sem qualquer tipo de aviso prévio.

 

 

 

 

A Hertz falou com Olga Antunes, que faz parte do grupo de cidadãos que têm estado na condução dos protestos. O concelho recuou trinta anos, afirmou: «A medida da REFER fez recuar o concelho cerca de trinta anos... Na altura tínhamos de atravessar o Tejo de barco para chegar à outra parte do concelho. O encerramento da ponte é privar as pessoas que moram do outro lado de se deslocarem para os locais de trabalho, de irem ao Centro de Saúde, é privar os bombeiros de prestarem auxílio... significa, até, quando a escola abrir, que os alunos da margem sul não tenham acesso à escola do seu concelho. Se as razões que levaram ao fecho da ponte tivessem sido fundamentadas e se a REFER tivesse dado mais tempo para que fossem encontradas outras soluções... do mal o menos. Mas tudo se passou em menos de 48 horas. Nem as forças de segurança tiveram tempo de se organizar».

 

 

 

 

publicado por usmt às 17:44
link do post | favorito
|

INFORMAÇÃO ÚTIL

RÁDIO VOZ ENTRONCAMENTO

105,7 FM

 

 

"ESPAÇO SAÚDE E BEM ESTAR"

da responsabilidade do Centro de Saúde do Entroncamento, com intervenções de médicos e enfermeiros.

 

TODAS AS QUINTAS, depois das 8,45 e com repetição depois das 17,30 horas

publicado por usmt às 17:21
link do post | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Formação de médicos

 

Continuam a gozar connosco e com o País

 

 (texto de V. Dias, no blog "O tempo das cerejas")

 

A matéria de fundo para que esta manchete do Público de ontem remete (na parte referente ao não aumento das vagas em Medidicna) já foi devidamente abordada aqui e dispensa praticamente outros comentários.

 

De momento, nem estou interessado em saber ou em identificar onde estão desde há mais uma década as resistências corporativas a um significativo aumento de vagas em Medicina adequado à comprevadíssima falta de médicos no país. É que, quem que que sejam os sectores em causa, neles ninguém votou.

Se há essas resistências, então o que importa reter é que elas só têm sido triunfantes porque há governos, primeiro-ministros e ministros da Saúde que as têm caucionado e avalizado. Resumindo: são José Sócrates e Ana Jorge que devem, com carácter de urgência, uma clara explicação ao país sobre o que explica o prosseguimento de uma autêntica chuchadeira de mau gosto e de péssimos resultados para a saúde em Portugal.

publicado por usmt às 13:59
link do post | favorito
|
Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

A 23 - Unanimidade de autarcas contra as portagens

 

Moção aprovada na assembleia da Comunidade  Intermunicipal do Médio Tejo por unanimidade. Resultou da fusão da aprovação de três apresentadas por CDU, PSD e deputado independente. 

Considerando que:

 

de acordo com o Plano Rodoviário Nacional a “A23 – Auto Estrada da Beira Interior” atravessa os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Santarém, ligando a Guarda (nó da A25) a Torres Novas (nó da A1) e que esta auto-estrada, com uma extensão de 217 km, é a 3ª maior auto-estrada do país e é considerada estruturante na rede rodoviária portuguesa. De acordo com o contrato de concessão, promovido pelo Governo, a sua exploração em regime de SCUT (sem custos para o utilizador) liga Abrantes à Guarda em 178 km de auto-estrada.

 

a A23 assegura uma ligação estratégica nacional, na sua vertente transfronteiriça - pois é reconhecidamente uma das principais vias da exportação de produtos e mercadorias para Espanha e para a Europa - mas também regional - entre o litoral e o interior - com particular impacto na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), abrangendo e servindo os concelhos de Torres Novas, Alcanena, Entroncamento, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Sardoal, Ourém, Abrantes e Mação.

 

as empresas e os cidadãos estão confrontados com a ausência de alternativas. Neste caso é mesmo a não-existência de potencial de circulação entre os municípios abrangidos. Há troços de estradas nacionais, há partes de vias municipais, mas em nenhum dos casos há continuidade ou serviço que faça a ligação que hoje a A23 estabelece entre estes municípios.

 

as vias tidas como alteernativas são hoje inexistentes, ou seja, são piores do que as que existiam antes da sua criação, na medida em que há muito se transformaram em arruamentos urbanos repletos de constrangimentos (rotundas, passadeiras, semáforos, cruzamentos, zonas comerciais, etc.) que põem em causa o direito à mobilidade das populações, sendo que muitos destes troços são hoje da responsabilidade dos Municípios.

 

não há qualquer justificação técnica ou política que possa promover a introdução de portagens neste troço da A23 (que corresponde ao antigo IP6) porque só a partir da localização de Abrantes/Mação se inicia a concessão à empresa SCUTVIAS. Tal significa que não há perda de receita, não implica renegociação do contrato de concessão, o Estado não perde receitas.

 

A implementação de portagens na A23 prejudica a coesão territorial, na medida em que esta só é real se for mantida uma descriminação positiva, de forma a contrariar o êxodo das populações do interior para o litoral.

 

A implementação de portagens nas SCUT’s, de um modo geral, e em particular na A23, agravará a crise económica e social, que comprovadamente afecta a nossa região face às repercussões nas micro, pequenas e médias empresas e no tecido social que delas depende. A introdução de portagens afectará a sua competitividade, introduzindo mais efeitos perversos nos custos de contexto, associando-se inaceitavelmente à redução do número de activos pelo crescimento do desemprego e ao crescente envelhecimento da população, com impacto negativo nas políticas económicas, de imigração e de assistência social.

 

Acresce que afectará irreversivelmente a mobilidade sustentada que a região tem como necessária e fundamental para o seu desenvolvimento e integração solidária da sua população. Aliás, a implementação de portagens nas SCUT’s afectará a sinistralidade rodoviária, a poluição ambiental, os níveis de stress, o bem-estar e a saúde das populações.

 

Assim, a eventual extensão da cobrança de portagens ao troço da A23, que está sob administração da empresa Estradas de Portugal S.A. (garante da sua conservação e manutenção), constituirá um exercício político inaceitável de introdução de portagens onde elas nunca estiveram (nem estão) previstas.

 

Face às recentes notícias que dão como certa a introdução de portagens na A23 (auto-estrada 23 que atravessa em longitude a CIMT) a Assembleia de Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, reunida no dia 30 de Junho de 2010, delibera:

 

- manifestar a sua rejeição à eventual introdução de portagens na A23, que atravessa um conjunto de concelhos da Comunidade Intermunicipal, no Distrito de Santarém, assim como dos Distritos de Castelo Branco Guarda e Portalegre. Aliás, no espaço entre a saída da A1 em Videla/Torres Novas e a proximidade de Abrantes/Mação, tem a particularidade de no território da CIMT ela não ter associada uma concessão a um ente privado - não faz parte da concessão entregue à SCUTVIAS. A conservação e a manutenção desta via são feitas por intervenção directa da empresa Estradas de Portugal S.A..

 

 - aprovar esta decisão em minuta e dela dar conhecimento ao Sr. Presidente da República, à Assembleia da República (Presidência, Grupos Parlamentares, Comissão Parlamentar de Obras Públicas), ao Governo (Primeiro Ministro e Ministro das Obras Públicas), às Câmaras e Assembleias Municipais dos Distritos de Santarém, Castelo Branco, Guarda e Portalegre, aos Governos Civis de Santarém, Castelo Branco, Guarda e Portalegre, à Associação Nacional de Municípios Portugueses, à Associação Nacional de Freguesias e publicitá-la na comunicação social.

 

 

publicado por usmt às 20:51
link do post | favorito
|

.USMT:Quer nos Conhecer?

  • O que somos
  • Oque fazemos
  • O que defendemos
  • .Vamos criar a Associação de Defesa dos Utentes da Saúde

  • Saber Mais
  • .Leia, Subscreva e Divulgue a Petição ao Senhor Ministro da Saúde Sobre as Novas Taxas Moderadoras Para Internamentos e Cirurgias

  • Petição Movimento de Utentes da Saúde
  • .USMT Mail:

    usaudemt@hotmail.com

    .Abaixo-Assinado

  • Queremos Médicos na Meia Via, Ribeira e Pedrógão
  • .pesquisar

     

    .Jornais Regionais On-Line

  • O Templário
  • Cidade de Tomar
  • O Mirante
  • O Ribatejo
  • Torrejano
  • Almonda
  • O Riachense
  • Entroncamento On-Line
  • Notícias de Fátima
  • .Organizações & Comições

  • MUSS
  • Movimento Utentes Saúde
  • OMS
  • .Posts Recentes

    . SEC MUSP SANTARÉM: preocu...

    . TOMAR: É preciso melhorar...

    . ORÇAMENTO 2018: exigência...

    . 12 de Outubro, Reunião da...

    . Vacine-se contra a gripe!

    . MÉDIO TEJO: Comissão Uten...

    . 1 OUTUBRO - DIA NACIONAL ...

    . 30 SETEMBRO - DIA MUNDAIL...

    . ALCANENA: iniciativa cont...

    . MÉDIO TEJO: vão chegar no...

    .Arquivos

    . Outubro 2017

    . Setembro 2017

    . Agosto 2017

    . Julho 2017

    . Junho 2017

    . Maio 2017

    . Abril 2017

    . Março 2017

    . Fevereiro 2017

    . Janeiro 2017

    . Dezembro 2016

    . Novembro 2016

    . Outubro 2016

    . Setembro 2016

    . Agosto 2016

    . Julho 2016

    . Junho 2016

    . Maio 2016

    . Abril 2016

    . Março 2016

    . Fevereiro 2016

    . Janeiro 2016

    . Dezembro 2015

    . Novembro 2015

    . Outubro 2015

    . Setembro 2015

    . Agosto 2015

    . Julho 2015

    . Junho 2015

    . Maio 2015

    . Abril 2015

    . Março 2015

    . Fevereiro 2015

    . Janeiro 2015

    . Dezembro 2014

    . Novembro 2014

    . Outubro 2014

    . Setembro 2014

    . Agosto 2014

    . Julho 2014

    . Junho 2014

    . Maio 2014

    . Abril 2014

    . Março 2014

    . Fevereiro 2014

    . Janeiro 2014

    . Dezembro 2013

    . Novembro 2013

    . Outubro 2013

    . Setembro 2013

    . Agosto 2013

    . Julho 2013

    . Junho 2013

    . Maio 2013

    . Abril 2013

    . Março 2013

    . Fevereiro 2013

    . Janeiro 2013

    . Dezembro 2012

    . Novembro 2012

    . Outubro 2012

    . Setembro 2012

    . Agosto 2012

    . Julho 2012

    . Junho 2012

    . Maio 2012

    . Abril 2012

    . Março 2012

    . Fevereiro 2012

    . Janeiro 2012

    . Dezembro 2011

    . Novembro 2011

    . Outubro 2011

    . Setembro 2011

    . Agosto 2011

    . Julho 2011

    . Junho 2011

    . Maio 2011

    . Abril 2011

    . Março 2011

    . Fevereiro 2011

    . Janeiro 2011

    . Dezembro 2010

    . Novembro 2010

    . Outubro 2010

    . Setembro 2010

    . Agosto 2010

    . Julho 2010

    . Junho 2010

    . Maio 2010

    . Abril 2010

    . Março 2010

    . Fevereiro 2010

    . Janeiro 2010

    . Dezembro 2009

    . Novembro 2009

    . Outubro 2009

    . Setembro 2009

    . Agosto 2009

    . Julho 2009

    . Junho 2009

    . Abril 2009

    . Fevereiro 2009

    . Janeiro 2009

    . Dezembro 2008

    . Novembro 2008

    . Outubro 2008

    . Setembro 2008

    . Agosto 2008

    . Julho 2008

    . Junho 2008

    . Maio 2008

    . Abril 2008

    . Março 2008

    . Fevereiro 2008

    . Janeiro 2008

    . Dezembro 2007

    . Outubro 2007

    . Setembro 2007

    . Agosto 2007

    . Julho 2007

    . Maio 2007

    . Abril 2007

    . Março 2007

    . Fevereiro 2007

    . Janeiro 2007

    . Dezembro 2006

    . Novembro 2006

    . Outubro 2006

    blogs SAPO

    .subscrever feeds