Terça-feira, 28 de Agosto de 2012

Sobre os dadores de sangue (in Saúde SA)

A crise das dádivas de sangue continua     

O Instituto Português de Sangue e Transplantação (IPST) registou entre jan/jul 2012 uma quebra acumulada de dádivas de sangue de cerca de 20 mil unidades, relativamente ao período homólogo do ano anterior, uma diminuição de 15%.link
Esta quebra deve-se, fundamentalmente, ao facto do ministro Paulo Macedo ter decretado o fim da isenção do pagamento de taxas moderadoras nos hospitais em relação aos dadores benévolos (isenção mantém-se nos centros de saúde, decreto-Lei N.º 113/2011, art. 4.º, alínea e) linklink
..."Este ano estamos a viver no limite", admite Hélder Trindade, ao mesmo tempo que sustenta que a situação está sob controlo. A meio da semana passada, por exemplo, a reserva era superior a oito mil unidades de sangue, o que em teoria dá para uma semana, dado que a média do consumo diário ronda as 1100 unidades. Não é o ideal, mas é o suficiente para evitar a necessidade de fazer alertas públicos, afirma o responsável, que precisaria de ter mais de nove mil unidades na reserva para ficar tranquilo.
Para tentar contornar este problema, no início do Verão foram apresentadas 12 medidas, que incluem uma campanha a nível nacional de sensibilização e apelo à dádiva, um call center para contacto directo com os dadores de sangue, brigadas de recolha nas praias, em vários centros comerciais, em todas as etapas na Volta a Portugal em Bicicleta e até em várias estações da CP. Foi, também, criado um sítio na Internet (darsangue.pt) onde os interessados podem consultar os locais e horários das colheitas, nomeadamente das brigadas móveis por distrito e dos hospitais. ...
Foi entretanto publicado o Estatuto Doador Sangue (Lei n.º 36/2012, 27 de Ago) link que , entre outros direitos, prevê a criação de um seguro do doador (artigo 6º, alínea h).
Para suster a crise aberta com o corte desastrado (a eito) da isenção das taxas moderadoras, Paulo Macedo tem tentado, nos últimos tempos, com medidas e mais medidas, aparentemente desesperadas, reconquistar a confiança dos dadores benévolos.
O ministro da saúde demonstra, contudo, ter aprendido muito pouco com este processo. A confiança só será restabelecida e a crise das dádivas ultrapassada com a reposição da justiça. Ou seja, os dadores benévolos readquirirem a isenção de pagamento de taxas de acesso aos cuidados hospitalares.
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Comunicado da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

 

 

Os diversos estudos sobre a organização dos cuidados hospitalares e a

sua implicação do CHMT, levam a CUSMT a pedir uma reunião

ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar

 

 

            Nos últimos meses têm sido divulgados diversos estudos solicitados pelo Ministério da Saúde que, a serem concretizados, implicam uma alteração profunda no Centro Hospitalar do Médio Tejo, mesmo depois do que tem vindo a ser alterado fruto das diversas fases da reorganização entretanto iniciada.

 

            Como exemplos concretos do que atrás escrevemos estão: um estudo que diz, a Pediatria deve sair de Torres Novas para ir para junto da Maternidade em Abrantes que, por sua vez, pode acabar, se entretanto for levada à letra a indicação de encerramento de unidades com menos de 1500 partos ano; uma outra proposta refere que a Urgência de Tomar (já de nível básico) deverá ser encerrada.

 

            Verifica-se, numa primeira análise, uma profunda desarticulação entre os diversos grupos de trabalho nomeados pelo Ministro da Saúde que, para além de evidentes falhas de coordenação não levam em linha de conta os necessários equilíbrios regionais.

 

A nossa apreensão é ainda maior quando tomamos conhecimento de informações do  Ministro da Saúde, no caso das urgências, de que se trata de um estudo concretizando até algumas das urgências que não encerram. Mas em nenhuma das vezes se referiu ao não encerramento de Tomar.

 

            Como é do conhecimento público a Comissão de Utentes defende que URGÊNCIA, MEDICINA INTERNA, PEDIATRIA e CIRURGIA DO AMBULATÓRIO devem ser serviços comuns às três unidades do CHMT. Também defendemos a dinamização das outras valências, como o caso concreto da Maternidade. Estas matérias merecem a aprovação generalizada da população do Médio Tejo, como se pode provar pelas mais de 25 mil assinaturas recolhidas, entretanto, enviadas ao Ministro da Saúde.

 

            Achamos que as matérias atrás referidas têm uma relevante importância social e económica para a Região pelo que levaram a CUSMT a sugerir uma reunião com o Conselho Administração do CHMT para explicarmos as nossas propostas, impedir o encerramento de mais serviços hospitalares e atender às necessidades de cuidados de saúde das populações do Médio Tejo.

 

            Mais informamos que a Comissão de Utentes vai contactar outras organizações e entidades com o objectivo de levar a efeito iniciativas públicas de reivindicação das medidas propostas para os cuidados hospitalares e o sector da saúde, em data e em moldes a definir posteriormente.

 

 

A Comissão de Utentes da Saúde

do Médio Tejo

Médio Tejo, 27.08.2012

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in Rádio Hertz

OURÉM – Dossier acesso à saúde: Paulo Fonseca não esconde revolta e diz que concelho «Está a ser humilhado»

O concelho de Ourém considera-se «humilhado» pelos altos responsáveis pelo sector da saúde no nosso país. Aquela população é a que mais tem sofrido com a reestruturação levada a cabo no Centro Hospitalar do Médio Tejo, de tal forma que as pessoas, desde há vários meses, em qualquer situação mais urgente, têm que percorrer cerca de setenta quilómetros até Abrantes...

 

  quando há registo para uma Unidade, bem mais perto, em Leiria. Paulo Fonseca, presidente da autarquia ouriense, tem sido a voz da revolta do concelho e, por livre iniciativa, depois de muitas abordagens sem sucesso, resolveu enviar um mail para a Secretaria de Estado, onde solicita a resolução deste grave problema, mais ainda se tivermos em conta que o Centro de Saúde encerra, agora, pelas vinte horas. Em declarações à Hertz, Paulo Fonseca, não poupa nas palavras: «Julgo que estão a tentar humilhar o concelho de Ourém e eu fico revoltado enquanto presidente da Câmara e, nessa qualidade, como porta-voz dos cidadãos e das suas preocupações. Ourém é o segundo concelho do distrito de Santarém no número de habitantes que residem aqui todos os dias, tem uma população flutuante de mais cinquenta mil habitantes que aqui chegam no verão, para além de um conjunto de cinco milhões de pessoas que visitam Fátima todos os anos. Por outro lado, não tem qualquer hospital e nem nós queremos ter qualquer hospital, o que seria um absurdo. Mas tínhamos um Centro de Saúde que, ainda há poucos anos, funcionava vinte e quatro horas por dia; depois, passou a abrir às 8 da manhã e a encerrar à meia-noite; depois passou a encerrar às dez da noite, passando, agora, para as vinte. E já se fala que pode fechar, no futuro, pelas seis da tarde. É absolutamente inaceitável que isto aconteça, somando a outro conjunto de factores, que consideramos como humilhantes para o nosso concelho, que é também o segundo à escala distrital a gerar impostos para pagar aquilo que se decide a partir de Lisboa. Não posso aceitar isto. Os Postos Médicos nas freguesias estão a encerrar com o argumento de que é necessário poupar recursos».   Paulo Fonseca fez, então, referência para a mudança no acesso aos cuidados de saúde por parte da sua população, garantindo que não haverá qualquer poupança com as novas medidas: «Tínhamos um conjunto de valências em todas as unidades no Centro Hospitalar do Médio Tejo, desde logo em Tomar, um vizinho e amigo que dista vinte quilómetros entre as respectivas sedes de concelho. E hoje as pessoas são canalizadas para o Hospital de Abrantes, que dista cerca de 70 quilómetros de Ourém. A verdade é que a 20 quilómetros de Ourém existe um outro hospital, também do Estado e do Ministério da Saúde, que é Leiria, ao qual os cidadãos do nosso concelho não têm acesso. Dir-me-ão: mas sempre foi assim... Sempre foi assim, mas nessa altura, antes deste conjunto de medidas tomadas ultimamente, havia acesso, em qualquer hora, a qualquer valência aos hospitais de Tomar e de Torres Novas, algo que não acontece agora. Ainda recentemente, um jovem foi levado pelos bombeiros de Ourém para o Hospital de Tomar, daqui saiu noutra ambulância para Abrantes e, depois, ainda saiu de helicóptero para o Santa Maria. Pergunto: onde está a poupança? Não será que, pelo contrário, temos agravamento da despesa pública? Não há distanciamento no socorro que, numa boa parte das emergências, deve ser imediato?».   O presidente da Câmara Municipal de Ourém tem andado numa autêntica «roda-viva» no sentido de ver o problema da população resolvido. Contam-se as reuniões com o Secretário de Estado e outros responsáveis pela Administração Regional... sem efeitos práticos, apesar das diversas promessas. Tal como referimos, o autarca resolveu enviar mails diários no sentido de pedir explicações. O caricato desta situação é que essas comunicações até já foram bloqueadas pela Secretaria de Estado: «Há onze meses atrás, munidos de todo o nossos sentido de responsabilidade e de educação, estivemos com o secretário de Estado da Saúde, que nos deu toda a razão e prometeu resolver o problema de imediato. Fizemos chegar uma proposta que não agravava os custos que o Ministério da Saúde tem os nossos cidadãos e que apenas reformulava a sua organização... Fomos recebidos pelo presidente da Administração Regional de Saúde, que nos deu toda a razão, prometendo resolver o problema de imediato. Depois, veio até nós o vice-presidente da Administração Regional de Saúde, que nos deu toda a razão. Em Maio, o senhor secretário de Estado visitou Fátima. Tive oportunidade de lhe dizer que o problema continuava por resolver e estava até a agravar-se. Ficou com um aspecto muito espantado, admirado, porque o assunto ainda não tinha sido resolvido. Prometeu fazê-lo assim que chegasse a Lisboa. Pois bem, estamos em Agosto e o problema continua por resolver. A dada altura, comecei e enviar um mail para a Secretaria de Estado, que agora bloqueou os mails para não receber as nossas comunicações. Dessa forma, agora mando um mail todos os dias para o senhor Ministro da Saúde porque é absolutamente revoltante que o nosso povo não tenha um mínimo de apoio médico, ao qual tem o mesmo direito de outros. Não calo a minha voz perante a tamanha humilhação e tanta falta de sentido humano».    

 

2012-08-25 10:36:17

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Sobre o processo de eleição do representante dos trabalhaadores no CHMT

 

ACTUALIDADE –Sindicatos dizem que «não há condições» para a eleição do representante dos trabalhadores do CHMT no Conselho Consultivo

Numa conferência convocada de emergência, a União de Sindicatos de Santarém e o Sindicato da Função Pública do Sul e Açores coloca em causa a legitimidade das eleições que terão lugar a 25 de Setembro no Centro Hospitalar do Médio Tejo para encontrar o representante dos trabalhadores no Conselho Consultivo.

 

Os sindicalistas utilizaram a expressão «incongruências» para descrever o processo eleitoral, deixando no ar muitas dúvidas sobre eventuais «intenções». Referência para as palavras de Ápio Cláudio, responsável pela área da saúde de Santarém no Sindicato da Função Pública, que disse não estarem criadas condições para que as eleições se realizem. Não deixa de ser curioso que o sindicalista tenha referido desconhecer quem é o presidente do Conselho Consultivo e até mesmo se essa nomeação já teria sido feita... quando se sabe que Queirós e Mello é o responsável por este órgão desde Fevereiro último. Registo, ainda, para as palavras de Rui Aldeano, coordenador da União de Sindicatos de Santarém, que não poupou nas palavras para descrever aquilo que, no seu entender, «levanta dúvidas sobre as intenções e legitimidade deste processo». A Hertz efectuou uma reportagem em vídeo, no Café «Paraíso», local onde decorreu a conferência.

 

2012-08-24 15:28:54 (Rádio Hertz)

 

 

MÉDIO TEJO – Administração do CHMT refuta acusações dos sindicatos

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo reagiu, em comunicado, às acusações feitas nesta quarta-feira, em conferência de imprensa, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública e ainda pela União de Sindicatos de Santarém que, recorde-se, tinham apontado algumas «incongruências» no processo que visa a eleição do representante dos trabalhadores do CHMT no Conselho Consultivo.

 

As forças sindicalistas colocaram mesmo em causa a «legitimidade» e as «intenções» em todo este dossier, sendo que não deixou de ser curioso terem manifestado um alegado desconhecimento sobre quem era o presidente do referido órgão. Num texto enviado para a Hertz, o Conselho de Administração diz refutar «todas as acusações que são apontadas ao processo de eleição de representante dos trabalhadores». O CHMT, que já esclareceu o Sindicato num fax enviado nesta sexta-feira, sublinhou que aquilo que foi apontado como «anomalias e irregularidades» pode «apenas decorrer de desatenta leitura do regulamento e puro desconhecimento dos actos já praticados». O Conselho de Administração refere que nomeou em Abril de 2012 «uma Comissão Eleitoral, composta por três trabalhadores, que elaborou o Regulamento Eleitoral e marcou as eleições, assegurando, desta forma, a total independência do processo relativamente ao órgão de gestão». O texto volta a sublinhar que «não existem quaisquer lacunas no regulamento e que o mesmo obedece aos princípios e normas legais que asseguram a transparência do processo e a sua legalidade democrática». Ainda segundo o comunicado, «foi assegurada a publicação atempada de todos os actos e regulamento, pelo que estão assegurados os direitos eleitorais dos trabalhadores». A terminar o texto, o Conselho de Administração do CHMT diz não entender a posição veiculada pelo Sindicato, uma vez que «tem assumido uma postura de diálogo com todas as instituições e agentes».

 

2012-08-24 19:19:42 (Rádio Hertz)

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Sábado, 25 de Agosto de 2012

Hospital da Midericórdia do Entroncamento encerra urgências nocturnas

...

publicado por usmt às 10:49
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Mais um caso triste... de vendas agressivas

 

Um conto (quase) de vigário

uma "espécie de crónica"
tirada de uma "espécie de diário":
 
(...)
Ao começo da tarde, tocou o telefone, atendi-o ou, com mais precisão, atendi-a, à voz feminina que, do outro lado dos fios (foi o telefone fixo!) me perguntou se era eu tal como estou nomeado na lista telefónica, com Ferreira e tudo.
 
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Preparava-me para a habitual (e simpática… coitados/as) “corrida em osso”, quando lá de cima, do outro telefone, a Zé se meteu na conversa a dois, pelo que passou a ser conversa a três.
 
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Então que era?
 
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Uma coisa muito bem armadilhada, após um introito que nos prendeu, com respostas satisfatórias a perguntas pertinentes.
 
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Uma “voluntária”, ao serviço de uma instituição (do Estado?... pois, pois…) propunha-nos um rastreio de prevenção de AVCs (do Ministério da Saúde?... sim, sim…) que iria ser feito em Ourém.
 
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Vencido o primeiro embate, a“voluntária”, cheia de voluntariedade, encantada por estar a falar com pessoas tão diferentes do habitual (economista e filóloga…filóloga?... não conhecia o curso… também não se pode saber tudo, não é verdade?…, cada um com a sua especialidade), viu-se mesmo (ou ouviu-se mesmo) com pena de deixar a “conversa à trois”, passou-nos à colega encarregada das marcações.
 
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Esta, a das marcações, tomou notas, notou-se que estava a consultar a lista das marcações, e propôs-nos 19 horas, a Zé contrapropôs 7 e meia, aceite com ligeira relutância e o pedido de pontualidade pois o rastreio terminaria às 20 horas, chegando ao ponto de nos pedir que estivéssemos um pouco mais cedo.
 
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Indicou-nos o local, e recomendou que não tomássemos café ou fizéssemos outras coisas que (deduzimos…) alterassem o estado com que nos apresentaríamos ao rastreio de prevenção de AVCs.

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Perguntaram, inclusive, se tínhamos médico de família e o nome dele.
 
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Na nossa boa fé, tão bem manipulada, adiámos coisas mais ou menos in(d)iciadas para a tarde, não tomámos o café que nunca tomamos nem o chá que tomamos sempre, organizamo-nos para estar às 7 e pouco na “Casa da Banda”,depois de meter gasolina no carro da Zé (já ao novo preço… antes que aumente amanhã), de fazer umas pequenas compras.
 
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E estávamos.

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Alguma afluência, caras conhecidas, ou que me conheciam (“olá, sôtor… também veio… é preciso aproveitar tudo, não é?... como isto está!...”)

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Informámo-nos, junto de uma recepcionista, do andamento dos trabalhos “lá dentro” e fomos dar uma volta “de fazer horas” pelas cercanias, aproveitando para fazer coisas que tinham de ser feitas.
 
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Às sete e vinte e muitos minutos, alí estávamos nós, preparados para o rastreio de prevenção dos nossos eventuais ou previsíveis AVCs.
 
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Eu sentei-me cá fora a ler o Pennac, a Zé lamentou a falta do livro e, também por isso, ao passarem uns minutos das tais 7 e ½ dirigiu-se à menina recepcionista perguntando pela pontualidade e teve logo resposta pronta, nem sabemos se passando por cima de alguns expectantes com marcação anterior à nossa. 
 
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Entrámos no salão de ensaios e espectáculos da Banda e deparámo-nos com umas seis ou sete mesas com alguém “da casa” (não da Banda-dona-de-casa mas dos concessionados do espaço) a receber os… “fregueses”.
 
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Que é o que nós éramos, embora só o descobríssemos tarde… por excesso de boa fé..
 
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Um jovem, cheio de simpatia, algo untuosa, identificou-nos (com um sorriso surpreso e cúmplice quando, à perguntacasados?, respondemos unidos de facto!) e começou a a apresentar-se.
 
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Mas só começou… porque logo que disse que representava uma empresa privada que estava a fazer um estudo, o interrompemos e dissemos não ser essa a informação que ali nos levara.
 
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O jovem tartamudeou com deficiência de informação da "telemark" (que trabalharia para várias empresas, e etc. e tal) e procurou avançar dizendo que nos iria medir a tensão arterial, mediria a massa corporal (aquilo que as máquinas nas farmácias fazem por 50 centimos) e que… mas não quisemos ouvir mais.
 
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Apenas dissemos ter sido enganados, e que não estávamos interessados em mais nada dali.
 
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Quando regressávamos a casa, irritados, eu ia com aquele pesar de quem só se lembra do que deveria ter feito depois de ter perdido a oportunidade de o fazer.
 
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Deveria ter pedido o livro de reclamaçõese despejado ali a irritação que trazia para casa por ter caído naquele conto do vigário, que não teve consequências materiais salvo as de tempo perdido e programas alterados.
 
não há respeito algum pelos outros,
vale tudo,
isto é, apenas, um pequeno (quase inocente) exemplo
... de empreendedorismo
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E não estará em causa a qualidade dos cuidados médicos??

Saúde

Médicos de família dispostos a ter listas com mais de 1900 utentes

25.08.2012 - 08:53 Por Alexandra Campos(Público)

  • Aumento do número de utentes de cada médico de família deverá traduzir-se nalguns casos num suplemento remuneratório de 720 euros Aumento do número de utentes de cada médico de família deverá traduzir-se nalguns casos num suplemento remuneratório de 720 euros  (Rui Gaudêncio)
Os dois sindicatos apresentaram na sexta-feira uma proposta que acreditam poder contribuir para diminuir muito o número de pessoas sem médico de família. Mas vai ser necessário pagar mais aos médicos.

Os médicos de família estão dispostos a aumentar as suas listas de utentes nos centros de saúde, mas esse acréscimo de trabalho tem de ser calculado de outra forma e pago à parte. As listas podem nalguns casos aumentar da actual média de 1550 pessoas para um total superior a 1900, levando-se em conta a carga de trabalho que cada doente representa.

É nesse sentido que aponta a proposta ontem apresentada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), numa altura em que o processo de negociação colectiva com o Ministério da Saúde se aproxima da recta final e se mantêm as discordâncias em relação à grelha salarial, ao modelo de trabalho e às horas dedicadas às urgências nos hospitais (ver caixa).

Se a proposta dos sindicatos for aceite, "o número de utentes sem médico de família poderá diminuir drasticamente", acredita o coordenador para os cuidados de saúde primários da FNAM, João Rodrigues. Mas o ministério terá de compensar financeiramente os médicos por essa carga de trabalho suplementar. "Quem trabalha mais tem de receber mais. E ver um jovem de 20 anos, saudável, é diferente de ver um idoso com várias doenças crónicas", justifica o dirigente sindical. Por isso é que a forma de cálculo das listas deve ser feita em unidades ponderadas em vez de se basear no número absoluto de doentes (as crianças até aos seis anos e os idosos representam 1,5 e duas unidades, respectivamente). Isto já acontece nas Unidades de Saúde Familiares (USF) de modelo B, em que está instituído um regime retributivo especial, que incluiu compensações por desempenho.

De acordo com a proposta conjunta, caso a tutela aceite os valores sugeridos pelos sindicatos para a grelha salarial única no regime de trabalho de 40 horas semanais, os médicos passam, só por esta via, a ficar com maiores listas de utentes (1750). Mas pode haver também um aumento da dimensão da lista até um valor máximo superior a 1900 pessoas (correspondente a cerca de 2400 unidades ponderadas), nos casos em que o número de utentes sem médico de família o justifique e se o clínico aceitar este acréscimo de trabalho. Nestas situações, os profissionais passam a receber suplementos remuneratórios que, no máximo, podem ascender aos 702 euros.

O problema dos portugueses sem médico de família é antigo e as soluções até agora ensaiadas não têm dado grandes resultados. Na revisão do memorando da troika do final de 2011 aparecia inscrita uma nova medida, que poderia resolver administrativamente o problema, ao estipular "o aumento do rácio de utentes por médico de família em 20% nos centros de saúde e em 10% nas USF". Mas este aumento foi de imediato contestado pelos sindicatos, que o consideraram ilegal. Depois disso, no início deste ano, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) arrancou com um projecto-piloto em nove Agrupamento de Centros de Saúde que consistiu em colocar os utentes há mais de três anos sem contacto com as unidades em listas de "não utilizadores".

Também contestado pelos sindicatos, este projecto ficou suspenso, na sequência da greve nacional dos médicos de Julho, mas é intenção da ARSLVT e do Ministério da Saúde retomá-lo em breve. "O projecto vai ser afinado e aplicado ao país todo", afirma Luís Pisco, da ARSLVT, que diz que o assunto será discutido na reunião marcada com os sindicatos para o início de Setembro. Esta medida, lembra, permitiu atribuir médico de família a cerca de 250 mil pessoas. Também o Ministério da Saúde garantiu, por escrito, que "pretende aperfeiçoar a experiência piloto da ARSLVT que se deverá generalizar a todo o país" e que, depois de reorganizadas as listas e "ponderado o "peso" clínico" dos utentes, os números dos utentes nas listas de cada médico de família serão "ajustados".

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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

CUSMT envia o Abaixo Assinado e escreve carta ao Ministro da Saúde

 

Exmo. Senhor

Ministro da Saúde 

 

ASSUNTO: Envio de Abaixo-Assinado “PELA NOSSA SAÚDE!”. 

 

                        Os últimos meses têm sido vividos pelas populações do Médio Tejo com enorme apreensão face às consequências da implantação das medidas de reorganização do CHMT, da falta de articulação entre os diversos níveis de cuidados de saúde, das carências de recursos humanos nos cuidados primários, do aumento das taxas moderadoras, das dificuldades com transporte e da progressiva perda de rendimentos das famílias e o aumento de custo do conjunto de serviços públicos e bens essenciais.

 

                        Acresce que regularmente são publicados/apresentados estudos e pareceres que apontam para a redução de serviços nas unidades hospitalares e nos cuidados primários sem que se conheça qualquer plano estratégico que potencie e coloque a totalidade dos recursos existentes ao serviço do bem-estar das populações. 

 

                        Assim e, no respeito e pela afirmação dos direitos de cidadania da população do Médio Tejo, a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo promoveu um Abaixo-assinado (com 25313 assinaturas, em anexo) que testemunha de forma inequívoca a vontade e as suas propostas para a organização dos cuidados de saúde na Região do Médio Tejo, racionalizando a prestação de cuidados de forma a aproveitar sinergias, diminuir os desperdícios e dar satisfação às necessidades de cuidados de saúde.

 

                        Neste espírito, salientamos a proposta de que URGÊNCIA, MEDICINA INTERNA, PEDIATRIA e CIRURGIA DO AMBULATÓRIO devem ser serviços comuns às três unidades do CHMT. Em articulação com os cuidados de saúde as outras valências devem ser potenciadas (por exemplo, a Maternidade em Abrantes) nas unidades onde estão presentemente a funcionar. 

 

Com os melhores cumprimentos.

 

 

                                                                                  A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

  

Médio Tejo, 21.08.2012

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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

Mais sofrimento para os utentes!

SNS vai sofrer corte de 200 milhões de euros em 2013

Saúde
Foto: dr
O montante é avançado pelo Diário Económico e reflete as dificuldades do país e o esforço pedido pelo ministro Vítor Gaspar a todos os ministérios para que cortassem nas depesas.

É menos de um terço do corte do ano passado. Em 2012, o Ministério de Paulo Macedo contou com menos 753 milhões de euros. Para 2013, escreve o Diário Económico, o corte será na ordem dos 200 milhões de euros.

No início de julho, em entrevista ao jornal, o ministro das Finanças tinha dito que o Orçamento da Saúde tem que voltar a subir. No entanto, lê-se na edição de hoje, Vítor Gaspar pediu a Paulo Macedo nova redução.

Para além da Saúde, o ministro das Finanças repetiu o pedido a Nuno Crato e a Pedro Mota Soares, ou seja, os setores da Educação e da Solidariedade e Segurança Social também vão sofrer cortes.

Em relação à Educação, ao sector do Ensino Superior já se sabe que 2013 significa um corte médio de 2,5 por cento. As Universidades e os Politécnicos vão receber menos 14,5 milhões de euros, um corte inferior aos oito por cento aplicados em 2012.

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Maternidades do Distrito de Santarém em risco?

Metade das maternidades sem mínimos para estarem abertas

<input ... >Ontem DN<input ... >

45% das maternidades nacionais estão em risco de ter menos de 1500 partos por ano, o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde para manter um bloco a funcionar. Em 2011, 14 unidades já estavam nesta situação. Apesar da quebra na produção, agravada pela baixa natalidade e pela emigração, médicos e responsáveis técnicos descartam fecho de unidades fundamentais.

 

Partos no CHMT (Abrantes)

 

2010       1136

2011         985

 

Partos no Hospital Santarém

 

2010       1507

2011       1363

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