Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Opinião/testemunho sobre a Maternidade do CHMT

VINTE LINHAS                        

Nascer
                                                
Os autarcas do Médio Tejo estão preocupados com a possibilidade de encerramento da maternidade de Abrantes. Os números de partos de 2013 estão muito abaixo do limite mínimo imposto para manter as portas abertas. Estão preocupados e a pensar em soluções para evitar que as mulheres da região continuem a fugir para os hospitais de Leiria ou Coimbra. As minhas filhas nasceram em Abrantes. Sempre que eu dizia a alguém que tinha optado pela maternidade da minha área de residência para o nascimento das minhas meninas, as reacções das pessoas eram quase sempre as mesmas… e negativas. Nunca percebi o porquê, mas a verdade é que é evidente o preconceito existente contra Abrantes. E não digo isto por ser uma daquelas sortudas cujos partos correm sem problemas, fosse em que condições fosse. Não. Qualquer um dos meus partos é digno de ser contado em qualquer conversa de café onde a desgraça alheia é sempre o mote, com cesarianas de urgência e consequentes internamentos de semanas na neonatologia. Se teria sido igualmente bem tratada em qualquer um dos outros hospitais? Certamente que sim, mas se engravidasse agora, não tenho a menor dúvida que escolheria de novo a maternidade de Abrantes, um local onde sempre me fizeram sentir em casa, desde os médicos aos auxiliares, com especial destaque para os melhores enfermeiros do mundo, a quem tanto devo. Se seria tão bem assistida em qualquer outro hospital? Certamente que sim, mas não trocava Abrantes por nenhum outro. 


   Por:
Inês Vidal

publicado por usmt às 15:32
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Reafirmamos: SOMOS CONTRA A PROMISCUIDADE PÚBLICO-PRIVADA!

Nota da CUSMT:


Desde 21 de Março de 2003, data da constituição da CUSMT, que escrevemos que um dos nossos objectivos era que acabasse a promiscuidade público-privada nas unidades do SNS.


Reafirmamos: SOMOS CONTRA A PROMISCUIDADE PÚBLICO-PRIVADA!


Porque perdem os utentes, perde o SNS, não dignifica os profissionais.


......................


ABRIR AQUI


http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014/01/28/medico-do-centro-hospitalar-do-medio-tejo-tem-empresa-que-faz-contratos-com-o-hospital
publicado por usmt às 09:55
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

Notícias (3)

Efeitos da política desumana de cortes
Direito à saúde não é para todos

Avolumam-se os casos de perda de qualidade na prestação dos cuidados de saúde e as dificuldades em aceder aos mesmos em condições de universalidade e rapidez. O PCP fala mesmo em «privação do direito à saúde».

E foi pela mão da bancada comunista que o assunto voltou ao centro do debate parlamentar, na passada semana, sob a forma de uma declaração política e da apreciação parlamentar ao diploma que transfere hospitais da esfera pública para as Misericórdias.

Na intervenção que preferiu em nome da sua bancada, não dando tréguas ao Governo, a deputada Paula Santos identificou inúmeras situações concretas que atestam de forma dramática os constrangimentos hoje sentidos pelos portugueses quando precisam de tratar da sua saúde.

Aprofundando linhas que já vinham de trás, em nome da «sustentabilidade do SNS» e da «discriminação positiva na saúde», o que este Governo tem vindo a levar a cabo é uma política de cortes orçamentais que na opinião do PCP está a «comprometer o direito à saúde consagrado na Constituição».

Paula Santos antevê que a situação venha a agravar-se ao longo deste ano, com os hospitais a terem maiores dificuldades em assegurar a prestação de cuidados, face à redução de 300 milhões de euros no orçamento do SNS, que vem somar-se aos cortes ocorridos nos anos anteriores.

Situação tanto mais inaceitável e chocante quanto é certo que o Governo, ao mesmo tempo que procede a cortes no SNS e no financiamento de unidades públicas de saúde, continua a abrir os cordões à bolsa para favorecer os privados. Veja-se, como tratou de denunciar a parlamentar do PCP, a transferência de 500 milhões de euros para os grandes hospitais privados ao abrigo da ADSE, a par do aumento em seis por cento dos encargos com as parcerias público privadas da saúde, qualquer coisa como 418 milhões de euros em 2014.

E por isso acusou o Governo de estar mais preocupado com «números e com o negócio que os grupos económicos fazem à custa da saúde dos portugueses». E pior ainda, de encarar as pessoas e o aumento da sua esperança média de vida como «um pesado fardo» que é sinónimo de «mais despesa».

Acção destruidora

Ideia muito sublinhada foi, por outro lado, a de que todas as medidas e opções tomadas por este Governo – desinvestimento público, ataque aos direitos dos trabalhadores, não supressão das situações de carência de profissionais de saúde, transferência de custos para os utentes, entrega de áreas da saúde aos grandes grupos económicos e financeiros – correspondem de facto ao seu programa e são fruto da sua vontade e agenda própria, não colhendo a invocação de PSD e CDS-PP de que se trata de imposições do pacto de agressão assinado com a troika.

«Com este Governo o direito à saúde não é para todos os portugueses. E cada vez mais o acesso à saúde depende do rendimento e da origem social, permitindo aos mais pobres somente o acesso a um pacote mínimo de serviços», concluiu Paula Santos, evidenciando assim como a «defesa do SNS é incompatível com a aplicação do pacto de agressão e com a política de direita».

 

Iludir a gravidade dos factos

Num registo pouco sereno o deputado do PSD Miguel Santos acusou o PCP de utilizar uma «linguagem bélica» e de desconhecer a realidade. Isto porque a bancada comunista, dias antes, dando exemplos concretos do modo como se agravam as condições de acesso aos cuidados de saúde, denunciou o caso de uma utente com um cancro inoperável depois de aguardar um tempo sem fim por uma colonoscopia. Reconhecendo ser este um «caso dramático», o deputado do PSD quis no entanto reduzir-lhe a gravidade resumindo-o possivelmente a uma «falha no sistema».

«Quem tem um problema com a realidade não é o PCP», ripostou Paula Santos, notando que todas as questões por si colocadas correspondem aos factos. E por isso devolveu a acusação e considerou que é o PSD que «enterra a cabeça na areia» e continua a não querer avaliar as consequências da sua política.

A forma e o tempo gasto pelo deputado laranja para caracterizar a linguagem do PCP foi ainda visto pela deputada comunista como um expediente por aquele utilizado para «não ter que falar das questões de saúde e das situações dramáticas hoje sentidas por milhares de portugueses por não terem acesso aos cuidados de saúde.

Não deixou entretanto de ser notória a diferença de tom entre PSD e CDS na reacção à intervenção do PCP, com aquele último, pela voz de Isabel Galriça Neto, a moderar não só as palavras na abordagem a esta matéria como a afirmar que da sua parte «não se ouvirá que está tudo bem», contraste que Paula Santos não deixou de registar.

À deputada do CDS, que sugerira haver exagero na denúncia de situações caóticas e de que essa ideia não era favorável ao SNS, respondeu a deputada comunista assinalando que os interessados na difusão de que «não há capacidade de resposta às necessidades dos portugueses são os partidos que estão no Governo», porquanto, explicou, «serve o objectivo de levar as pessoas a aceitar mais facilmente a privatização dos serviços públicos de saúde».

E insistiu que não é com estas políticas que se garante a sustentabilidade do SNS, com a redução da despesa feita à custa do encerramento de serviços, de restrições nos medicamentos, nos exames, nas consultas, nas cirurgias, em suma, «à custa da saúde dos portugueses».

 

PS tem culpas

Muito realçado por Paula Santos foi o carácter desumano da política do Governo nestes dois anos, vedando o acesso aos cuidados de saúde a muitos e muitos utentes. E advertiu que a situação pode vir a agravar-se com os critérios que o Governo definiu para 2014 em relação ao financiamento aos hospitais EPE unidades locais de saúde, penalizando e acrescentando dificuldades às dificuldades existentes. O que em sua opinião trará «mais degradação da qualidade da prestação de cuidados de saúde».

Ainda neste capítulo, acusou o Executivo de omitir que muitas das dificuldades destes hospitais são devidas ao «subfinanciamento crónico ao longo de anos».

Uma matéria onde o «PS não está isento de culpa», lembrou a deputada do PCP, em resposta às considerações feitas pela deputada daquele partido Maria Antónia Almeida Santos.

É que, sublinhou, muitos problemas não são de hoje e a todos eles, em consequência do pacto de agressão – do  qual o PS não se desvincula –, acresce um agravar das condições em matéria de saúde, desde o subfinanciamento ou o corte no transporte de doentes não urgentes, passando pelo fecho de inúmeros centros de saúde e serviços de atendimento permanente, entre tantas outras medidas de desmantelamento do SNS.

Retrocesso de décadas

Meses e até anos à espera de um exame, cirurgias programadas que são adiadas por falta de material clínico (como no Hospital de S. José ou no Centro Hospitalar do Algarve), equipamentos que avariam e não são reparados (como no Hospital de Sto António no Porto), eis três exemplos que ilustram o quadro de dificuldades e problemas existentes na prestação de cuidados de saúde no nosso País.

Um a um, com identificação das respectivas unidades de saúde, foram estes casos que o PCP denunciou em plenário assim comprovando a justeza das acusações contra uma política que em sua opinião está apostada em desmantelar o Serviço Nacional de Saúde.

Entre tantos outros casos referenciados por Paula Santos, que ilustram o desrespeito pela vida e pela saúde das pessoas, destaque para os elevados tempos de espera nas urgências hospitalares ultrapassando todos os limites do razoável, como a espera de oito horas no hospital das Caldas da Rainha, a de dez horas no Hospital Garcia de Orta, a de 20 horas no Hospital Amadora-Sintra ou a inimaginável espera de 50 horas no Hospital de Santo António como foi denunciado por um doente que ali teve de ser internado.

«É com esta realidade que nos querem convencer de sinais positivos e recuperação do País?», perguntou Paula Santos, não escondendo a sua indignação perante uma política que do seu ponto de vista está a impor «um retrocesso de décadas», a «negar os cuidados de saúde de que os portugueses necessitam», a «condenar as pessoas à morte antecipada»

publicado por usmt às 13:25
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Notícias (2)

CHMT: empresa escolhida para assegurar cuidados médicos no serviço de urgência não apareceu                                                

A empresa que ganhou o concurso para a prestação de serviços médicos na urgência do hospital de Torres Novas, em 2014, não apresentou a escala de serviço para o mês de Janeiro, tendo a administração do CHMT recorrido à empresa que já estava a operar, de modo a que o serviço de urgência do hospital de Torres Novas não encerrasse. 

O caso foi divulgado esta semana pelo Bloco de Esquerda, que levou o assunto ao ministro da Saúde através do seu grupo parlamentar. De acordo com o BE, a empresa que ganhou o concurso para 2014  não apresentou a escala de serviço dos médicos que entraria em vigor no dia 1 de Janeiro de 2014, colocando a ”estabilidade e o funcionamento do serviço de urgência em causa”. Em comunicado de imprensa, referem os bloquistas, a administração do CHMT foi obrigada a recorrer a uma solução de ”urgência”, através da  empresa que o tinha garantido anteriormente, mas que agora fora preterida. ”Esta situação tem contornos pouco claros e necessita de cabal esclarecimento por parte do Ministério da Saúde”, defendo o BE que, num requerimento, questiona a tutela se tem conhecimento da situação, que empresa vai prestar os serviços médicos nas urgências do Hospital de Torres Novas em 2014 e se esteve em causa a prestação de serviços médicos na urgência do hospital de Torres Novas.

 

Utentes pedem articulação entre serviços de saúde

A CUSMT quer que os serviços de saúde se ”entendam” e se ”articulem” na resposta às populações que procuram atendimento urgente, lamentando que os centros de saúde não tenham capacidade de resposta para evitar o entupimento das urgências hospitalares. Frisando que, tal como no resto do país, também o Médio Tejo regista ”escandalosas demoras no atendimento a quem se dirige às urgências”, a CUSMT lamenta as respostas ”em jeito de desculpas” que remetem para ”picos” de procura e de que os utentes deveriam dirigir-se aos centros de saúde.

”Sim, é verdade que algumas situações deveriam ser tratadas nos centros de saúde! Mas pergunta-se: há médicos suficientes? Os horários são aceitáveis? As unidades de saúde estão sempre abertas? Porque os responsáveis encerram extensões, serviços e reduzem horários? Há articulação entre os diversos serviços?”, questiona a CUSMT.

 

Reunião pública em Torres Novas

A CUSMT realiza na próxima segunda-feira, dia 27, uma reunião pública no auditório do Montepio Nossa Senhora da Nazaré, às 21 horas, para debater a prestação dos diversos serviços públicos e sugerir a organização das populações através da constituição de comissões de utentes de serviços públicos. ”Vivemos um tempo em que estão em perigo os serviços públicos. Uns encerram, outros ficam mais longe e mais caros. Outros, ainda, deixam de ter a qualidade necessária”, referem os seus dirigentes.
   Por:
Jornal Torrejano

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Notícias (1)

 

 

Preocupados com o estado da Saúde em Portugal, os deputados do Partido Socialista promoveram uma ronda de visitas por diversos estabelecimentos hospitalares, onde confirmaram as situações que vêm sendo descritas pelos portugueses.

Num encontro com a Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), na passada segunda-feira, os deputados António Gameiro e Idália Serrão tomaram nota das dificuldades de gestão que a Lei dos Compromissos coloca à administração hospitalar, “constituindo um entrave a atos de gestão corrente de importância vital para os doentes, como sejam a aquisição de medicamentos, a contratação de meios complementares de diagnóstico ou mesmo a gestão de stock’s de material hospitalar”, considera Idália Serrão, deputada socialista eleita pelo Distrito de Santarém.

A Administração do CHMT manifestou preocupação com a redução drástica do número de nascimentos no estabelecimento que em 2013 foi de apenas 784 crianças, quando deveria ter sido de 1200. Segundo os dados recolhidos, muitas mulheres acabam por ter as crianças fora do Distrito de Santarém na sequência de um acompanhamento insuficiente da gravidez. Nomeadamente a incapacidade para realizar a ecografias às 12 semanas… “Esta circunstância leva a que as mulheres optem por ser acompanhadas nos estabelecimentos onde realizam estes e outros exames”, concluiu a deputada.

Relativamente às urgências hospitalares, ficou a nota de que a escassez de cuidados de saúde prestados pelos Centros de Saúde (que agora encerram mais cedo, às 20H) “acaba por canalizar todas as situações de saúde para as urgências hospitalares, congestionando os serviços e dificultando a prestação eficaz de cuidados às situações verdadeiramente urgentes”, concluiu o deputado António Gameiro, que também participou nesta visita.

O vice-presidente da bancada parlamentar do PS sublinhou ainda que “a dispersão de serviços hospitalares, que obriga ao transporte de doentes entre unidades, resulta em altas hospitalares fora do local onde os pacientes deram entrada, deixando-os sem transporte para o seu local de entrada. Esta situação implica custos que ultrapassam as dezenas de euros (despesas de táxi), aos quais os doentes não têm capacidade para fazer face e que não são da responsabilidade de ninguém, já que as ambulâncias deixam o doente e regressam ao seu ponto de origem. Estas circunstâncias, aliadas à crescente falta de médicos especialistas no sistema, estão a dificultar cada vez mais a gestão hospitalar e a prestação de cuidados adequada à população”, acrescentou.

Numa análise ao diagnóstico apresentado, a deputada Idália Serrão acusa o Ministro da Saúde “de estar a semear o caos”. E acrescenta: “depois de aplicar todo o tipo de cortes cegos, que é a única coisa que sabe fazer, e de ter aumentado brutalmente as taxas moderadoras, desviando doentes para privado, só restava mesmo que ficasse tudo num caos, o que é gravíssimo tratando-se da Saúde dos portugueses!”

Para António Gameiro, “os dados mostram que quase 40% da população portuguesa não tem meios para fazer face às despesas de saúde do seu agregado familiar”, enquanto o Governo “anda ocupado em festejar os sinais dos mercados e a centésima a menos no défice! Entretanto”, sublinha o deputado, “não comenta o aumento da mortalidade infantil em Portugal nem o facto de um em cada 5 portugueses terem deixado de ir ao médico por falta de dinheiro!”

“Perante um Governo que se esqueceu do país e dos portugueses, alguém tem de se preocupar, tem de ir para o terreno, ouvir as pessoas e ter uma palavra para lhes dizer”, salientou António Gameiro, para quem “estas iniciativas não devem ser para o show-off eleitoralista, mas sim para compreender o país e as necessidades dos portugueses e encontrar respostas para os problemas”.

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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

Também é preciso que algumas valências estejam nas 3 unidades hospitalares

Câmaras do Médio Tejo preocupadas com falta de respostas na área da saúde

Os presidentes das 13 autarquias que constituem a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) manifestaram nesta terça-feira a sua preocupação com os cuidados de saúde prestados na região, reclamando por novas medidas e melhores respostas aos utentes.

Em comunicado, os autarcas dão conta dos resultados de uma reunião em que participou o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Joaquim Esperancinha, a quem foi transmitida a preocupação das câmaras quanto à falta de respostas ao nível das unidades de cuidados primários e à ausência de coordenação com o centro hospitalar. Os presidentes de câmara reiteram mais uma vez a necessidade de criação de uma unidade local de saúde.

“Estamos todos preocupados com os tempos de espera no serviço de urgências do CHMT, mais a mais quando sabemos que cerca de 60% dos pacientes que entram nas urgências deviam ter cuidados médicos nos centros de saúde”, disse à agência Lusa a presidente da CIMT, Maria do Céu Albuquerque (PS), que também preside à Câmara Municipal de Abrantes.

De acordo com a autarca, a maior parte dos centros de saúde não tem médicos em número insuficiente para dar resposta aos utentes em termos de cuidados de saúde de proximidade - cerca de 40% da população abrangida está, inclusive, sem médico de família.

“A desarticulação entre os cuidados de saúde primários é evidente. Os centros de saúde, além de terem falta de médicos, fecham cedo, cerca das 17h, e depois, por qualquer coisinha, a população vai parar às urgências”, referiu. A autarca defendeu a criação de uma unidade de saúde local, com uma “gestão comum” e que envolva os serviços hospitalares, os cuidados primários e, eventualmente, o serviço de cuidados continuados.“

"É gravíssimo o que está a suceder e isto como está não pode continuar”, criticou Maria do Céu Albuquerque, assegurando que as reivindicações da CIMT vão ser transmitidas ao Ministério da Saúde.

Além da unidade de saúde local, os presidentes dos 13 municípios defenderam a importância estratégica para o centro hospitalar da prestação de cuidados de saúde diferenciados e mostraram interesse numa unidade de hemodinâmica. “É importante potenciar a atração de outros médicos e serviços de saúde diferenciados de modo a servir um universo mais alargado de utentes”, defendeu a autarca.

Por outro lado, foi também manifestas a preocupação dos autarcas com a significativa diminuição do número de partos realizados na região. “O número de partos diminuiu na maternidade do CHMT, à semelhança do que sucede um pouco por todo o país, mas não faz sentido que as parturientes não escolham a nossa maternidade e vão para as unidades privadas. Temos de procurar novas e melhores condições para estimular as mães a servirem-se desta maternidade”, defendeu a presidente da CIMT.

Com um total de 235.621 utentes, o agrupamento do Médio Tejo tem por missão garantir a prestação de cuidados de saúde à população de 11 concelhos - Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Tomar, Torres Novas, Sardoal e Vila Nova da Barquinha.

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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

TOMAR: avança a organização dos utentes

TOMAR: avança a organização dos utentes

Na passada segunda-feira, numa reunião pública dominada por intervenções sobre a prestação de cuidados hospitalares, dez dos presentes manifestaram o seu interesse em pertencer à Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Tomar.
 
A primeira reunião da nova Comissão de Utentes realiza-se no dia 30 de Janeiro, às 20,30 horas, na Junta de S. João Baptista.
publicado por usmt às 06:55
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Domingo, 19 de Janeiro de 2014

E ninguém pôe ordem na casa??!!!

À atenção do

Ministro da Saúde e da ARSLVT

 

A propósito das demoras nas urgências:

Serviços empurram as responsabilidades de uns para os outros

mas quem sofre são os utentes e familiares

 

Nas últimas semanas, tem sido notícia no Médio Tejo e em quase todo o País, as escandalosas demoras no atendimento a quem se dirige às urgências. E em jeito de desculpas lá aparecem responsáveis a dizer que são picos, que os utentes deveriam dirigir-se aos Centros de Saúde, que nada tem a ver com a má organização dos serviços (concentração de urgências, redução da capacidade de internamento e cada vez com menos recursos humanos e financeiros), que os lares empurram os doentes para as urgências,... apenas falta dizer que as coisas só correriam bem se não houvesse pessoas idosas com problemas de saúde, se outros com aparente saúde, não ligassem a sintomas de possíveis doenças e as deixassem avançar até serem casos agudos.

 

Sim, é verdade que algumas situações deveriam ser tratadas nos Centros de Saúde! Mas pergunta-se: há médicos suficientes? os horários são aceitáveis? as unidades de saúde estão sempre abertas? porque os responsáveis encerram extensões, serviços e reduzem horários? há articulação entre os diversos serviços?

 

Como explicar a informação reproduzida em baixo, em que é o próprio Centro de Saúde a indicar a quem procura os serviços para se dirigir à URGÊNCIA HOSPITALAR?

 

ENTENDAM-SE! ARTICULEM-SE!

  

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por usmt às 16:57
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Sábado, 18 de Janeiro de 2014

Na próxima terça

21 Janeiroro 2014

18,30 horas

na Casa Sindical de Torres Novas REUNIÃO DA

COMISSÃO DE UTENTES DA SAÚDE

DO MÉDIO TEJO

 

APAREÇAM!


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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Opinião (2)

Uma política assassina

A notícia sobre uma doente com cancro que esperou dois anos por uma colonoscopia e que, por esse facto, está agora confrontada com um cancro cujas dimensões o tornam inoperável – situação que podia ter sido evitada caso o exame tivesse sido realizado quando, após vários rastreios, surgiu uma análise positiva –, trouxe para primeiro plano, mais uma vez, a discussão em torno das opções políticas que estão a ser feitas no sector da Saúde.

 

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Não tivesse sido mediatizado e este caso seria mais um, entre muitos outros, cujo conhecimento ficaria limitado apenas ao universo familiar da doente. A natureza do caso e a profunda indignação que causou na opinião pública fez com que os responsáveis por esta situação – que normalmente, sobretudo quando se trata de assumirem responsabilidades, se escondem por detrás de um muro de silêncio – se tenham multiplicado em declarações procurando justificar o injustificável, «sacudir a água do capote» e anunciar inquéritos, cujo objectivo é sempre o mesmo, passar a responsabilidade para o elo mais fraco do sistema. Até podemos adiantar desde já o resultado final do inquérito que, por estas ou outras palavras, apontará para uma conclusão do tipo: os serviços não cumpriram o protocolo estabelecido para situações como a que ocorreu no Amadora/Sintra.

Contudo, há uma novidade importante neste caso. Pela voz da presidente da Associação Nacional dos Gestores Hospitalares, os portugueses ficaram a conhecer que a Lei dos Compromissos, associada aos cortes de centenas de milhões de euros nos orçamentos dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, tem levado os hospitais a atrasarem cirurgias, exames, consultas, tratamentos e a entrega de medicamentos, em nome de uma opção imposta pelo Governo, com que os gestores procuram defender-se de possíveis penalizações financeiras e jurídicas, no plano individual. Este é um problema cuja origem ultrapassa em muito o facto de termos como ministro da Saúde um especialista em cobrança de impostos, insensível aos problemas das pessoas.

O que aconteceu a esta doente é o resultado de uma política de Saúde que, nos últimos anos, foi marcada por um acentuado desinvestimento no SNS, gerador de diversos constrangimentos que colocam em causa a eficácia do desempenho dos estabelecimentos públicos de Saúde e, progressivamente, dificultam o acesso dos utentes aos diversos serviços. Ao mesmo tempo, o Governo impõe a aplicação da Lei dos Compromissos na Administração Pública. A sua aplicação nos hospitais públicos significa o abandono do tratamento adequado dos doentes.

O problema está na política

É a missão dos hospitais que está em causa, exercendo ainda, uma pressão absolutamente inaceitável sob os decisores hospitalares, pois estarão confrontados com a seguinte decisão: ou cumprem uma lei implacável que penaliza os doentes e quem estiver do lado destes, ou fazem o que é necessário para os doentes terem acesso aos cuidados de Saúde que necessitam e, por esse facto, serão penalizados. É sintomático que numa linha de redução de custos, a ARS elabore um perfil do médico onde é registado o número de exames que cada um manda fazer, medida que aparece mais nos cuidados primários, mas também nos hospitais. Aquilo que parece ser uma medida parar parar com os excessos, ou mesmo impedir algumas irregularidades, acaba por condicionar fortemente os médicos na sua autonomia e dar cobertura a uma política restritiva.

Não vale a pena virem agora, à pressa, apresentar soluções de última hora, porque o problema é de fundo e, por isso, só terá solução quando este Governo e esta política forem derrotados. Da nossa parte, não calaremos a indignação e a revolta e reafirmamos a acusação de que este Governo tem para a Saúde uma política assassina que condena à morte antecipada milhares de portugueses.

Ao contrário do que o Governo afirma, o caminho que escolheu não é uma inevitabilidade; nem é verdade que não existam recursos suficientes para garantir o acesso aos cuidados de Saúde através de um instrumento essencial que é o SNS. A situação que hoje se vive neste sector e a sua previsível evolução no curto prazo não se pode desligar de uma estratégia global de empobrecimento do País e dos portugueses, sustentada politicamente no pacto de agressão, mas também no ajuste de contas que está ser perpetrado por parte da direita mais reaccionária com esta que é uma das mais importantes conquistas de Abril: o direito à Saúde.

Milhões de portugueses já têm hoje muitas dificuldades em aceder aos cuidados de Saúde. Muitos já não têm mesmo acesso aos cuidados de que necessitam em tempo útil. Só com um Serviço Nacional de Saúde de carácter público, universal e gratuito para todos é possível assegurar aos portugueses os cuidados de Saúde de que necessitam e acabar de vez com situações como a que ocorreu no Amadora/Sintra.

 

J. Pires

publicado por usmt às 21:54
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