Sábado, 26 de Setembro de 2015

A realidade desmente o Governo. Serviços de saúde pioraram.

Sabacheira: médico não consegue dar resposta a necessidades
  

São 1500 utentes sem resposta imediata e adequada...

O Médico que atende na Extensão da Comenda, freguesia de Sabacheira,trabalha somente duas manhãs por semana, existindo centenas de consultas em atraso. O Presidente de Junta diz que as poucas horas de presença do clínico são insuficientes para dar resposta a 1500 utentes.

António Graça fez questão de salientar que a junta de freguesia tem cooperado com o ACES do Médio Tejo de forma a garantir uma resposta adequada às necessidades dos utentes mas o que está a ser garantido é insuficiente: muitos são de doentes crónicos, o que representa para o autarca, uma situação de perigo de vida, atesta.

“Não se vislumbram soluções, pois as extensões à volta têm os seus próprios utentes e até o hospital de Tomar está diariamente lotado.

Tendo em conta esta realidade, António Graça diz que a junta solicitou, uma vez mais, “com a maior brevidade possível” a reposição da normalidade no acesso aos serviços médicos.

“Um serviço tão importante como este não pode, de forma alguma, ser posto em causa. Só esperamos que isto não seja uma forma das pessoas desistirem da saúde colocando, uma vez mais, vidas em causa”, ressalvou. O autarca não se cansa de colocar o dedo na ferida. “Foi dito pelo governo, já faz algum tempo, que iria haver reforço de mais de uma dúzia de médicos para a nossa região. Onde estão? São extremamente necessários. É uma questão de vida ou morte. Não se brinca com a saúde das pessoas”, criticou.

 

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O poder central/Governo não quer saber das populações rurais

Câmara de Abrantes investe 12 mil euros para manter extensão de saúde do Carvalhal a funcionar no concelho

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou na última reunião de executivo um apoio financeiro para a Junta de Freguesia do Carvalhal, cerca de 12 mil euros, para a obras de reinstalação da extensão de saúde daquela freguesia do norte do concelho de Abrantes.

Segundo o executivo de maioria socialista, se aquele investimento não fosse efetuado, com a necessária transferência para o edifício da junta de freguesia do Carvalhal, os utentes daquela extensão de saúde seriam transferidos para o vizinho concelho do Sardoal, destacou à Antena Livre o vice-presidente da autarquia, João Caseiro Gomes.

O vereador da CDU, Avelino Manana, optou pela abstenção e explicou que em causa está “um ataque ao poder local, quer isto dizer que o poder central está a transferir encargos para os municípios que lhes competem e que os cidadãos já pagaram por intermédio dos seus impostos”.

“O município de Abrantes deve reforçar a denúncia pública de recusa e de repúdio desta atitude pelo Ministério de Saúde”, finalizou o vereador.

(in Antena Livre)

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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

Opinião de Carlos Cortes (sobre mais anúncio "eleitoral", dizemos nós)

"2147 médicos

O Ministério da Saúde anunciou pomposamente a contratação de mais 2147 médicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Já conhecemos esse hábito.
A ideia que se pretendeu criar foi a de que o SNS estaria mais reforçado com este impressionante efetivo de novos médicos.
A realidade é muito diferente e merece ser descortinada.
Estes médicos iniciam um processo normal de formação imediatamente após a licenciatura que agora concluíram. É um processo perfeitamente definido constituído por duas etapas distintas. Um primeiro ano de formação indiferenciada, o Ano Comum, no qual o médico tem como principal papel entrar em contacto com a realidade dos cuidados de saúde. Este é um ano em que o médico não tem autonomia técnica e são-lhe vedados alguns procedimentos mais específicos como a prescrição de medicamentos ou a alta de doentes. O Ano Comum é, efetivamente, um período importante e essencial da formação médica que tem contribuído para a qualidade e excelência dos médicos especialistas em Portugal. A segunda etapa é a formação específica da especialidade que tem uma duração variável de quatro a seis anos, dependendo da especialidade em causa.
A abertura das 2147 vagas é louvável já que corresponde ao número de licenciados em medicina em 2015, dos quais uns 300 provenientes de universidades estrangeiras. Mas, e a bem da verdade, esses médicos iniciarão a sua atividade em 2016 e só terão autonomia técnica plena a partir de 2021, 2022 e, nos casos das especialidades mais longas, em 2023.
Mas esta é ainda uma suposição, já que, previsivelmente, mais de 500 desses médicos não conseguirão fazer a sua especialização em Portugal. A capacidade para os hospitais e centros de saúde formarem médicos dificilmente ultrapassará as 1600 vagas.
Na região Centro, para 2016, a título de exemplo, estão previstas 375 vagas distribuídas pelo Centro Hospitalar Cova da Beira, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar de Leiria, Centro Hospitalar de Tondela-Viseu, Centro Hospitalar do Baixo Vouga Hospital Distrital Figueira da Foz, Unidade Local de Saúde da Guarda, Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, constituindo um aumento de 100 vagas em quatro anos.
Mas qual é a realidade que enfrentamos? Muitos hospitais foram alvo de processos de fusão, alguns serviços foram extintos, foram criados mega-agrupamentos de centros de saúde, os médicos deixaram de ter tempos para formação dos mais novos nos seus horários de trabalho e os próprios médicos internos são mais orientados para resolverem problemas de falta de recursos humanos nos serviços de urgências do que propriamente para serem ensinados.
Alguns dos jovens médicos que não emigrarem, não terão acesso a uma especialidade médica: serão considerados médicos indiferenciados. Porém, o setor da saúde não poderá sobreviver exclusivamente com médicos indiferenciados, também necessita de médicos especialistas. Construir um sistema de saúde à custa da medicina indiferenciada é um erro colossal que configura um retrocesso de décadas na saúde em Portugal.
A Saúde sofre de uma grave desorganização dos recursos humanos que está a contaminar a qualidade de toda formação médica pós-graduada. O Ministério da Saúde recusa-se, irresponsavelmente, a criar condições nos serviços para poder aumentar as capacidades formativas e dar resposta às graves carências de médicos já denunciadas em várias especialidades.

A abertura de 2147 vagas pode, erradamente, parecer uma boa notícia. As perguntas que coloco diretamente ao Ministério da Saúde pretendem saber o que este reserva para esses médicos. Serão os futuros especialistas que necessitamos? Serão empurrados para a emigração? Serão médicos sem especialidade como acontecia no século passado?

Definitivamente, a formação médica deixou de ser uma prioridade para os responsáveis da Saúde."


Carlos Cortes

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Mesmo com ajudas a realidade é esta:

Centros de Saúde do Médio Tejo têm 35 000 utentes sem médico de família

<input ... >14 junho 2015<input ... >Comentar

 
Centros de Saúde do Médio Tejo têm 35 000 utentes sem médico de família
Fotografia © Arquivo Global Imagens

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde apontou para um "prazo de dois anos" para que todos os portugueses tenham médico de família.

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo tem 35 mil utentes sem médico de família, indicou este domingo a diretora do ACES, tendo o secretário de Estado da Saúde afirmado que o problema se resolverá em dois anos.

Em declarações à agência Lusa, à margem da inauguração das novas instalações da Extensão de Saúde do Penhascoso, em Mação, em cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, a diretora do ACES, Sofia Theriaga, revelou que tem cerca de 35 000 utentes sem médico de família, de um total de 229 765 utentes pertencentes a 11 concelhos, sendo os casos de Abrantes, Ourém, Torres Novas e Sardoal "os mais complicados".

"Ter 35 mil utentes sem médico de família é uma grande preocupação para mim e para o Conselho Clínico do ACES do Médio Tejo porque são muitos utentes que estão sem acesso a cuidados médicos adequados, tendo em conta que apenas podem dispor de cuidados médicos através de consultas de recurso", disse Theriaga.

"O número de médicos especialistas que está a entrar no mercado ainda não é suficiente para as necessidades e tenho a ideia que só dentro de ano e meio a dois anos teremos a situação regularizada e todos os utentes com médico de família", perspetivou a diretora do ACES do Médio Tejo, tendo acrescentado que a atual situação só ficaria resolvida com a colocação de 16 a 17 médicos.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, apontou, igualmente, para um "prazo de dois anos" para que todos os portugueses tenham médico de família.

"A meta desde o início que era ambiciosa e que era, precisamente, dar um médico de família a todos os portugueses", lembrou o governante, tendo observado que "graças a essa ambição, foi possível chegar a um ponto em que 1,2 milhões de portugueses estão hoje sem médico de família, depois de um início de governação em que esse número superava os 2,1 milhões de portugueses".

"Depois de eliminados duplos registos nos centros de saúde, e outras redundâncias, podemos agora dizer que vamos reduzir esse número para metade até ao final desta legislatura, altura em que teremos cerca de 500 a 600 mil portugueses sem médico de família, o que será facilmente resolúvel durante os próximos dois anos", destacou o governante.

A Extensão de Saúde do Penhascoso, hoje inaugurada com um investimento de cerca de 40 mil euros, pertence à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Mação e está inserida no Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, prestando atendimento a 240 utentes.

Nesta unidade trabalham 1 médico, 1 enfermeiro e um assistente técnico, num horário de funcionamento às terças-feiras, das 14:00 às 18;00.

Com um total de 229.765 utentes, o ACES Médio Tejo tem por missão garantir a prestação de cuidados de saúde à população de 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Tomar, Torres Novas, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706 Km.

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PSD apela ao diálogo para ajudar freguesias que têm dificuldades em ter médico

A aprovação, em Março último, por parte do Governo sobre uma alteração à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que garante mais incentivos para o regresso ao activo de médicos aposentados que, de forma temporária, podem dar resposta à escassez de profissionais no Interior do país foi um dos aspectos amplamente debatidos na recente reunião do executivo camarário de Tomar. Recorde-se que a medida surgiu de uma proposta da Distrital e dos deputados do PSD de Santarém e que, na altura, foi acolhida favoravelmente pelo Ministro da Saúde e aprovada posteriormente em Conselho de Ministros. Esta alteração à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas levou o PSD de Tomar a apresentar um requerimento onde questionava o executivo sobre as iniciativas levadas a cabo no sentido do concelho tirar partido da medida. Na resposta, a presidente da Câmara de Tomar fez saber que contratar médicos não é uma competência do município mas sim do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo. João Tenreiro, vereador do PSD, lamentou a resposta e defendeu a realização de uma reunião para tratar o assunto: «Não será uma competência da presidente da Câmara e de alguém tem o pelouro da saúde – pelouro que nunca vi – potencializar esta situação? Estamos disponíveis para ajudar. Temos que aproveitar aquilo que o Governo faz de bom, se bem que também faça coisas más. Senhora presidente reúna connosco para que possamos trabalhar e ajudar as freguesias que não têm médicos a resolver essa situação». Recorde-se que com este novo regime, os médicos têm incentivos de ordem financeira, que lhes permite acumular a pensão com uma parte do salário, o que antes não acontecia, mas também optar de forma mais flexível por um horário mais compatível com a sua disponibilidade. Estes aspectos não alteram, no entanto, o facto de que o município não pode contratar médicos, como referiu a presidente de Câmara, Anabela Freitas. Bruno Graça, vereador com o pelouro da saúde na Câmara de Tomar, referiu, por sua vez, que a autarquia já questionou o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo sobre esta matéria.

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Quinta-feira, 17 de Setembro, em Torres Novas

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