Portugal com dados clínicos informatizados em 2012
por LusaHoje
Dentro de dois anos os portugueses deverão ter os seus dados clínicos disponíveis num sistema informático acessível a qualquer profissional de saúde público ou privado, disse o coordenador do projecto.
"O que está apontado é que até final de 2012 consigamos ter um conjunto de dados mínimo para cada doente. Algo como os diagnósticos, prescrição, alergias e vacinas, por exemplo", declarou o coordenador nacional do Registo de Saúde Eletrónico, Luís Campos, cuja nomeação foi hoje publicada em Diário da República. O Registo de Saúde Electrónico pretende ser um serviço informático que terá a informação de saúde essencial de cada cidadão, tornando-a acessível sempre que seja necessário.
Para Luís Campos, este é um investimento "útil" nesta fase da economia portuguesa porque contribui para reduzir a despesa dos serviços de saúde e estimula o sector das empresas dos sistemas de informação. Apesar de não adiantar estimativas dos montantes a investir, o responsável refere que o projecto terá "um retorno que pode chegar aos 200%".
Além de aproveitar a informatização já feita nos serviços de saúde, o projecto vai permitir, por exemplo, evitar a repetição desnecessária de exames médicos. Terá ainda, refere Luís Campos, "um enorme impacto na continuidade e melhoria dos cuidados e da segurança dos doentes". "Uma das grandes vantagens deste projeto é que é nacional e diz respeito a cada um dos 10 milhões de portugueses, independentemente se são tratados no Serviço Nacional de Saúde ou nos privados", adianta o coordenador.
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