Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Opinião

Médico de Família, Figura Central do Serviço Nacional de Saúde

 

 

 

por Joaquim Judas
(Médico)

A “limpeza” do registo de utentes foi o mais recente coelho que o governo PS tirou da cartola para “resolver” o conhecidíssimo problema da falta de Médicos de Família. Um problema que os governos do PS e do PSD têm teimado em não reconhecer contra toda a evidência. Afinal, segundo eles, tudo estava na “organização”.
“Organizem-se” os médicos e tudo se resolve. Assim se forçou a criação das Unidades de Saúde Familiar (USF) e o encerramento dos SAP (s). Logo ali, ao virar da esquina, nasceriam USF aos molhos, com 1800 utentes por médico. Do choque com a realidade nasceram os ACES traduzindo um inevitável rearranjo estratégico.
É preocupante o arrazoado que acompanha a notícia relativa à “limpeza” das listas de utentes do Serviço Nacional de Saúde.
Ao que parece, “a Administração Central dos Sistemas de Saúde está a trabalhar uma proposta para que os doentes possam decidir se querem ou não ter médico de família” (Jornal de Negócios, online). Lá se vai assim, “cantando e rindo”, o papel dos Cuidados de Saúde Primários como “porta de entrada” no Serviço Nacional de Saúde. Lá se vai assim a responsabilidade institucional do SNS como parceiro essencial das políticas de acção social. Lá se encaminham para o caixote do lixo, entre outras, questões que vão desde o papel do SNS na vigilância da saúde dos trabalhadores das micro empresas (obrigação que está na lei e nunca cumpriu), à referenciação para outros tipos de cuidados e, designadamente, o seu papel nos Cuidados Continuados. Mas sobretudo, lá de demite o Estado da sua responsabilidade Constitucional de garantir o Direito à Saúde, pois o utente dispensa-o. Não é pois do SNS que estamos a falar, mas sim de um novo passo na sua privatização.
Nunca se percebeu porque não é possível, com os meios informáticos actualmente ao dispor, garantir uma única inscrição como utente do Serviço Nacional de Saúde. Ao dizer agora que há “utentes que estão inscritos em dois ou três Centros de Saúde diferentes” (Renascença, online) o Secretário de Estado da Saúde esquece-se que o número de utente do SNS consta do Cartão de Cidadão. Ou seja, por desatenção o Secretário pode estar a colocar em dúvida a fidelidade dos dados que constam no Cartão de Cidadão, o que não será coisa pouca.
Os problemas do SNS não se resolvem com números de ilusionismo ou cedendo à pressão dos seus inimigos. O Médico de Família é a figura central do nosso modelo de Serviço Público de Saúde. E, em larga medida, os bons resultados ainda obtidos pelo SNS, ao fim de mais de trinta anos de ataques perpetrados por governos do PS, PSD e CDS, devem-se à sua existência e à sua acção. O facto de alguns, certamente muito poucos, não terem estado sempre à altura do seu papel e das expectativas neles colocadas pelos seus doentes, não pode fazer esquecer que foi e é na intervenção dos Médicos de Família que tem assentado o essencial dos ganhos em saúde obtidos em Portugal. Os portugueses não lutam para ser dispensados de ter Médico de Família. Lutam e continuarão a lutar para que eles existam e tenham a formação, as condições de trabalho e o justo reconhecimento que lhes permitam prestar às populações os cuidados de saúde humanizados e de elevada qualidade técnica a que estas têm direito.
 

publicado por usmt às 17:45
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Até concordamos com os objectivos, mas a realidade?!??!!

28º. Encontro Nacional de Clínica Geral

 

publicado por usmt às 13:48
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Terça-feira, 8 de Março de 2011

VIGILIA:Lamarosa

COMISSÃO DE UTENTES DA SAÚDE
do MÉDIO TEJO
Avenida 8 de Julho, lote 4 r/c - 2350-724 TORRES NOVAS
Tel/Fax: 249 822 883 Email: usaudemt@gmail.com Blog: http://usmt.blogs.sapo.pt
__________________________________________________
Membro do MUSP (Movimento de Utentes dos Serviços Públicos)
__________________________________________________
LAMAROSA
(Torres Novas)

V I G I L I A
 
 
são precisos mais médicos!


18.março (sexta-feira)
das 19,30 às 22 horas

Frente à Extensão de Saúde da Lamarosa
publicado por usmt às 10:07
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8 de Março: DIA INTERNACIONAL DA MULHER

publicado por usmt às 09:50
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Documento Conferência de Imprensa de 7 de Março de 2011

 

COMISSÃO DE UTENTES DA SAÚDE

do MÉDIO TEJO

Avenida 8 de Julho, lote 4 r/c - 2350-724 TORRES NOVAS

Tel/Fax: 249 822 883 Email: usaudemt@gmail.com Blog: http://usmt.blogs.sapo.pt

 

________________________________________________________________________________

Membro do MUSP (Movimento de Utentes dos Serviços Públicos)

 

Aos

Órgãos da

Comunicação Social

 

Está mais difícil o acesso a cuidados de saúde no Médio Tejo.

Os responsáveis afirmam que a situação pode piorar, enquanto algumas entidades mostram a sua incapacidade e descoordenação.

SE CONSIDERAREM QUE A SAÚDE É VITAL PARA A QUALIDADE DE VIDA DAS POPULAÇÕES,

ENCONTRAM-SE SOLUÇÕES!

 

Vai-se instalando entre as populações o receio do aumento drástico das dificuldades de acesso a cuidados de saúde. No caso concreto dos cuidados primários de saúde (Centros de Saúde) vivem-se, em algumas zonas da Região do Médio Tejo situações dramáticas com a falta de médicos de família, anulando as vantagens de serviços de saúde de proximidade.

 

ACES e CENTROS DE SAÚDE não conseguem dar satisfação às necessidades dos utentes

 

São os próprios responsáveis dos ACES do Médio Tejo (“Zêzere” e “Serra d’Aire”) e, também alguns autarcas, a afirmar publicamente que a situação é dramática no que respeita à escassez de médicos de família. E o mais grave é não serem anunciadas soluções pararesolver o problema no futuro imediato. São especialmente afectadas as populações dos concelhos de Sardoal, Abrantes, Ourém, Torres Novas. Mas também há notícias de que existem problemas em Tomar, Vila No va da Barquinha, Entroncamento e Alcanena. E as reformas dos médicos continuam a ser uma realidade, o que vem agravar o futuro.

 

A denúncia da CUSMT da intenção da ARSLVT de encerrar as Extensões de Saúde com menos de 1500 utentes provocou tal alarido que o Vice-Presidente da ARSLVT veio dizer que na primeira quinzena de Janeiro chegariam cerca de cinquenta médicos colombianos. Dois meses depois, nem novas nem mandadas.

 

Fruto da luta de autarcas e utentes algumas das situações vão sendo resolvidas, como no caso do Paialvo. Já na vizinha Freguesia da Olaia, a população tem reunido, recolhe assinaturas e pretende fazer uma vigília frente à Extensão de Saúde. Em resultado destas lutas, há entidades a prometerem a vinda dos badalados médicos colombianos mas, estranhamente, os Directores Executivos dos ACES, responsáveis pela contratação, dizem nada saber sobre o assunto.

 

Os ACES estão com dificuldades em contratar médicos, que dizem não haver para contratar, em contratar enfermeiros, que os há às dezenas de milhar no desemprego, e em renovar frotas automóveis que estão a caminho da “sucata”. Ainda não se conhecem as propostas de Planos de Actividade e Orçamentos para 2011.

 

A dificuldade na contratação de médicos estará mais nos médicos ou na falta de vontade do Ministério da Saúde que pretende acabar com as Extensões de Saúde? Muitos dos clínicos gerais que saíram dos centros de saúde estão hoje a prestar cuidados hospitalares. A concorrência é grande entre unidades de saúde públicas, sem que o Ministério incentive a permanência dos médicos nos cuidados primários (Centros de Saúde) .

A CUSMT considera:

 

Qualquer plano de reorganização de cuidados de saúde cairá pela base se não forem colocados mais médicos suficientes para uma boa e regular prestação.

 

Qualquer processo de reorganização dos cuidados primários de saúde tem de respeitar o princípio da proximidade. Qualquer mudança tem de respeitar os direitos dos utentes, nomeadamente alternativas (mesmo em situações temporárias) aos serviços que tenham de ser reagrupados ou deixem de existir.

 

Tanto na tomada de medidas imediatas como nas que forem definidas para uma estratégia a médio e longo prazo deve haver transparência na informação e envolvência da comunidade e seus representantes, com calendários claros, e definição de medidas e formas de aplicação.

Apontamos algumas sugestões para ultrapassar a “dramática” situação nos Cuidados Primários de Saúde:

(a curto prazo) não conceder licenças sem vencimento no SNS; alargar os actuais horários e contratar mais profissionais com horários alargados, com as devidas compensações financeiras; prestação de serviços nos Centros de Saúde por alguns dos médicos que, com os mais variados vínculos, estão a exercer funções nas unidades hospitalares; afectar aos serviços médicos profissionais que exercem funções de nomeação política, de gestão ou de assessoria; contratação, com compensações justas, de clínicos reformados; contratação temporária de médicos estrangeiros...

(a médio e longo prazo) valorização da carreirra de clínico geral; formação de mais médicos da especialidade; facilitar o ingresso na carreira de médicos formados no estrangeiro; distribuir melhor os médicos pelo País; criação de redes de transporte inter unidades de saúde; transferência de alguns cuidados prestados em ambiente hospitalar para os cuidados de proximidade; reforço do número de enfermeiros e administrativos podendo estes assumir algumas das tarefas burocráticas dos médicos...

 

 

Centro Hospitalar Médio Tejo vive momentos complicados

 

O Centro Hospitalar vive um momento complicado. Começa por ter um Conselho de Administração que acabou o mandato já em Outubro do ano passado. Os membros do CA não se entendem assumindo publicamente os seus desentendimentos. O Conselho Consultivo, órgão previsto nos Estatutos do CHMT, nunca foi instalado. Não há plano estratégico, nem Plano de Actividade e Orçamento para 2011. O Plano de Contenção previsto no Orçamento de Estado, foi devolvido pelo Ministério das Finanças pois não atingia valores de poupança aceitáveis. Pende sobre as comunidades a possibilidade de concentração de serviços, nomeadamente as urgências, onde mais de metade dos atendimentos deveriam ser da responsabilidade dos Cuidados Primários de Saúde. A situação financeira vai-se deteriorando (TAMBÉM FRUTO DO SUBFINANCIAMENTO POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL) e o desânimo e a falta de perspectivas atinge muitos dos profissionais.

 

A CUSMT considera:

 

O Ministério da Saúde de uma vez por todas tem de nomear um novo Conselho de Administração e instalar o Conselho Consultivo. Estes deverão num processo transparente, participado e com prazos definidos elaborar, discutir, aprovar e implementar um plano estratégico que respeite os interesses das populações e promova o desenvolvimento socio-económico da região com o aproveitamento das potencialidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, em coordenação com os Cuidados Primários e Cuidados Continuados.

 

Medicamentos e transporte de doentes

 

Muitos utentes, depois de lhe retirarem parte dos proveitos profissionais, de lhe serem reduzidas as prestações sociais, de sofrerem com o desemprego, com instabilidade laboral, com horários desregulados e/ou aumentados, de lhe ser dificultado o acesso a cuidados médicos, ainda viram os custos com medicamentos agravados e retirado o acesso, mesmo aos que necessitam, a transportes para receberem cuidados de saúde. O transporte de doentes é uma das condições essenciais no acesso a cuidados de saúde e um ou outro abuso não justifica cortes cegos. O Governo, o Ministério da Saúde e alguns deputados em vez de agirem junto dos serviços para que estes previnam e detectem as fraudes e os abusos, resolvem castigar os utentes, o povo português.

Deve ser reposta a justiça na atribuição do transporte de doentes.

A prescrição electrónica de medicamentos, que se saúda, não deve ser obstáculo ao direito à comparticipação nem motivo para o eventual encerramento de unidades de saúde.

Tem de ser reforçada a prescrição de genéricos e revista, a favor do utente, a tabela de comparticipações

A CUSMT e a introdução de portagens na A23

 

Desde sempre a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo defende que não deve haver portagens na A23, essencialmente porque dificulta a mobilidade dos utentes da saúde e familiares, afectando a complementaridade das três unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo e a interligação com os Cuidados Primários de Saúde. E, em termos financeiros, também o SNS sai prejudicado. Desafiamos a Administração do CHMT e as Direcções dos ACES do Médio Tejo a tornarem públicos os acréscimos de despesa com a introdução de portagens na A23. E, ainda uma pergunta ao Primeiro Ministro: se a introdução de portagens é da responsabilidade de um dos partidos da oposição, porque é que os deputados nacionais e municipais do seu partido votam contra quem as não quer?

 

A CUSMT vai continuar atenta e activa

 

Com os constrangimentos da CUSMT, quer materiais quer pessoais e profissionais dos seus membros, continuaremos a informar as populações, entidades de saúde e estruturas políticas sobre as perspectivas na organização dos cuidados de saúde.

 

Não nos furtaremos à apresentação de propostas genéricas para o sector da saúde, nem abdicaremos do direito de responsabilizar aqueles que, utilizando os mais diversos argumentos, vão sucessivamente ignorando o direito das populações a cuidados de saúde de qualidade.

 

Continuaremos a realizar reuniões com os utentes, principalmente nos locais afectados pela falta de cuidados de saúde. Continuaremos a trabalhar para que os Conselhos de Comunidade cumpram as suas atribuições, nomeadamente no debate das opções estratégicas, dos Planos de Actividades e Orçamentos anuais.

 

Está a decorrer o “INQUÉRITO 2011 aos Utentes da Saúde do Médio Tejo”, com o objectivo de ouvir dos utentes casos concretos de boas e más práticas na prestação de cuidados de saúde, contribuindo para criar uma maior ligação às populações e criando uma base de dados para melhorar a eficácia da acção da CUSMT.

 

Na sequência de duas reuniões públicas, foram recolhidas mais de 700 assinaturas na Freguesia da Olaia reivindicando mais médicos. Estes documentos vão ser enviados ao Ministério da Saúde e deles vai ser dado conhecimento a deputados, autarcas e responsáveis locais pelos serviços de saúde.

 

Atendendo às sucessivas promessas não cumpridas e à confusão de declarações sobre o reforço do número de médicos de família no Médio Tejo, no cumprimento das decisões tomadas nas reuniões públicas já referidas e simbolizando todas as comunidades que não têm médico de família, anuncia-se a realização de UMA VIGILIA frente à Extensão de Saúde da Lamarosa, no dia 18 de Março (sexta-feira), das 19,30 às 22,00 horas.

 

A Comissão de Utentes da Saúde

do Médio Tejo

 

Médio Tejo, 7 de Março de 2011.

publicado por usmt às 13:42
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Domingo, 6 de Março de 2011

Freguesia da Olaia quer mais um médico na Extensão de Saúde

 

MAIS DE

700

assinaturas

reivindicam mais médicos

para a Extensão de Saúde da Lamarosa

publicado por usmt às 18:27
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DIA DO RIM

A Escola Profissional de Torres Novas

assinala o Dia do Rim, na Unidade Hospitalar de Torres Novas

 

 

 

 

publicado por usmt às 18:07
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Sábado, 5 de Março de 2011

Sobre medicamentos genéricos

  

A legislação que torna obrigatória a prescrição de medicamentos em ambulatório por Denominação Comum Internacional (DCI), que indica a substância ou princípio activo sem indicação do respectivo fabricante, é contestada pela Ordem dos Médicos (OM), alegando a existência «de um amplo leque de variação da bio disponibilidade do mesmo princípio entre os diferentes fabricantes do mesmo genérico, ou seja, do mesmo princípio activo». Esta variação, segundo o Bastonário, «tem necessariamente repercussões em termos de efeito terapêutico».

Os medicamentos genéricos são medicamentos, por definição, com a mesma substância activa do medicamento original mas com preços significativamente inferiores, dado a patente do respectivo fabricante inicial ter caducado passado o período aproximado de vinte anos, durante o qual o preço foi suficientemente elevado para, presumivelmente, cobrir os custos da investigação inovadora.

A prescrição por DCI, através de formulário próprio, é habitual nos hospitais públicos, e não tem oposição da OM dada a existência, nessas instituições, de comissões de farmácia e terapêutica constituídas por médicos e farmacêuticos, que escolhem os fornecedores em função de diversos parâmetros, com a possibilidade de incluir medicamentos genéricos avalizados pela respectiva comissão.

A meu ver, a importância de economia para os utentes e para o próprio Estado que é obtida com a prescrição de genéricos, deve justificar a abertura de um concurso público anual, mediante formulário adequado, para todos os medicamentos a comparticipar com dinheiros públicos, com criação de uma comissão nacional de farmácia e terapêutica na Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., (INFARMED), e a participação da OM e respectivos colégios de especialidades, de forma a serem conseguidos os melhores preços de venda nas farmácias.

Santos Cardoso, Administrador Hospitalar (ENSP), i 21.02.2010 (in blog Saúde SA)
publicado por usmt às 15:50
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Sexta-feira, 4 de Março de 2011

Entendam-se! E que venham os médicos!

Políticos locais têm informações primeiro que os directores que gerem a saúde e são responsáveis pelas contratações
Contratação de médicos estrangeiros está a passar ao lado dos agrupamentos de centros de saúde

O vice-presidente da Câmara de Torres Novas já anunciou a contratação de quatro médicos colombianos para o concelho, quando a direcção do agrupamento de centros de saúde da zona não sabe de nada.

A contratação de médicos estrangeiros para prestarem serviço na região está a passar à margem dos agrupamentos que gerem os centros de saúde. O processo está a revelar-se mais político do que propriamente técnico e os autarcas socialistas acabam por ter informações privilegiadas do Governo enquanto os directores executivos dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) não sabem se está previsto virem médicos para a sua área nem quantos virão. A situação mais recente passa-se em Torres Novas, depois de um caso que se passou nas últimas eleições autárquicas com a candidata do PS à Câmara de Alpiarça, Sónia Sanfona, actual governadora civil, a garantir a colocação de clínicos cubanos no concelho.

O vice-presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), garantiu na semana passada na reunião pública do executivo que vão ser colocados quatro médicos colombianos no concelho. E até indicou que a data prevista para a sua chegada é já durante este mês de Março. Pedro Ferreira respondia à interpelação do vereador João Sarmento (PSD) sobre a falta de médicos no concelho. Pedro Ferreira lembrou que a autarquia nunca parou de contactar o Ministério da Saúde e que a falta de médicos é uma realidade nacional.

Mas o director executivo do ACES Médio Tejo I - Serra d'Aire não tem qualquer confirmação nesse sentido. A única coisa que Pedro Marques sabe é que o Governo está a desenvolver um processo para a vinda para o país de quatro dezenas de médicos da Colômbia. Este agrupamento gere os serviços de saúde nos concelhos de Ourém, Alcanena, Torres Novas e Entroncamento. Estranho também é o facto da contratação dos profissionais de saúde ser uma responsabilidade dos agrupamentos.

Na mesma situação está a directora do agrupamento da Lezíria, uma das áreas onde se faz sentir também uma grande falta de médicos. Luísa Portugal, que até já foi deputada do PS, contactada por O MIRANTE, refere que apenas sabe que os médicos estrangeiros vão chegar a Portugal de forma faseada, mas desconhece quantos serão colocados na área de Lisboa e Vale do Tejo e se está previsto colocar algum no agrupamento que gere os centros de saúde de Almeirim, Chamusca, Alpiarça, Coruche, Salvaterra de Magos e Benavente.

O primeiro indício de que os directores dos agrupamentos são mantidos à margem destes processos surgiu a dois meses das eleições autárquicas quando a ex-deputada socialista e candidata à presidência da Câmara de Alpiarça veio dizer que conseguiu “assegurar a contratação de médicos para reforçar os efectivos do centro de saúde local”. Situação que veio a concretizar-se a poucos dias das eleições em que Sanfona perdeu para o candidato da CDU, Mário Pereira, e acabou por ser nomeada governadora civil de Santarém.

Foi evidente na altura que Sónia Sanfona teve acesso a informação privilegiada e que utilizou essa informação em benefício da sua candidatura. Uma situação que aconteceu em violação da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, que no seu artigo 41º diz que os órgãos de Estado e entidades públicas não podem praticar actos que de algum modo favoreçam ou prejudiquem uma candidatura. Só alguns dias depois do anúncio feito pela política é que a directora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria do Tejo recebeu a informação de que iria receber dois clínicos de Cuba.

(in Mirante)

publicado por usmt às 13:23
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011

...

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

7 de Março (segunda), 15 horas

na Casa Sindical de Torres Novas

 

 

 

Para análise das condições de prestação de cuidados de saúde na região do Médio Tejo, com especial referência para a dramática falta de recursos humanos (médicos e outros) nos Centros de Saúde, a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo convida-vos a estarem presentes na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, de 7 de Março (segunda), pelas 15 horas, na Casa Sindical de Torres Novas.

 

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo aproveitará esta iniciativa para dar a sua opinião sobre a gestão e a actividade do Centro Hospitalar do Médio Tejo e apresentará um conjunto de medidas que, em sua opinião, deverão ser adoptadas pelo Ministério da Saúde e por outras entidades responsáveis pelo sector.

 

Serão ainda divulgadas algumas iniciativas da CUSMT, com especial destaque para a apresentação do “INQUÉRITO 2011 aos Utentes da Saúde do Médio Tejo”, a divulgação das assinaturas recolhidas na Freguesia da Olaia e o anúncio da data da realização de UMA VIGILIA frente à Extensão de Saúde da Lamarosa.

 

publicado por usmt às 22:24
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