Sábado, 2 de Novembro de 2013

Sobre o ENC NAC MUSP (1)


 11º. Encontro Nacional do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos          
16 de Novembro, 10 às 18 horas No CESP – Largo Dona Estefânia - LISBOA
POR SERVIÇOS PÚBLICOS DE PROXIMIDADE E DE QUALIDADE!
MOBILIZAR AS POPULAÇÕES, ORGANIZAR OS UTENTES
 
 
O documento base, a debater e aprovar no Encontro, já foi distribuído às Comissões de Utentes.
Foto: Sobre o ENC NAC MUSP (1)11º. Encontro Nacional do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos           16 de Novembro, 10 às 18 horas No CESP – Largo Dona Estefânia - LISBOAPOR SERVIÇOS PÚBLICOS DE PROXIMIDADE E DE QUALIDADE!MOBILIZAR AS POPULAÇÕES, ORGANIZAR OS UTENTESO documento base, a debater e aprovar no Encontro, já foi distribuído às Comissões de Utentes.
publicado por usmt às 12:54
link do post | favorito

Leia e dê opinião sobre o "Guião" do ministro Paulo Portas

O sector da SAÚDE

no Guião para a Reforma do Estado

 

3.12 Saúde: propostas de eficiência para garantir a universalidade do acesso

 

A área da Saúde constitui, compreensivelmente, uma das maiores preocupações dos portugueses e tem de ser, evidentemente, uma das áreas mais cuidadas pelo Estado.

Por esta razão, não se pode fugir à questão do insuficiente financiamento global do sistema de saúde, da escassez de profissionais, da pressão demográfica e da gestão de unidades desadequadas em termos clínicos, geográficos e com necessidades de modernização. A sustentabilidade do SNS não é um objetivo em si, mas um meio para que Portugal possa continuar a oferecer um serviço de acesso universal.

 

A evolução do SNS, desde a sua fundação no modelo atual, não acompanhou as mudanças verificadas no nosso País. O SNS foi um modelo estruturado para responder às necessidades básicas da população, numa época em que estas e os respetivos níveis de bemestar, conforto e higiene eram muito diferentes dos atuais.

 

Há 50 anos, a idade média da população era de 28 anos; hoje já é superior a 40. Com mais de 2 milhões de idosos, o grupo de idosos mais velhos (mais de 75 anos) equivale já a quase 1 milhão de habitantes, quando em 1960 não excedia 240 mil. A demografia obriga a repensar a oferta de cuidados e desafia o nível de resposta no plano das doenças crónicas obrigando a encontrar novas soluções preparadas – utilizando uma componente essencial de autocuidados -, a par da necessidade de reforçar o investimento na promoção da saúde e na prevenção das doenças e incapacidades.

 

A grande mudança económica e social que decorreu em Portugal nas últimas décadas permitiu satisfazer as necessidades mais importantes da população, em especial no domínio da saúde, mas ainda não permitiu resolver de forma generalizada todos os problemas de acesso.

 

3.13 Cuidar da viabilidade e sustentabilidade futura do SNS

 

Para responder a este desafio, assim como para conseguir uma adaptação à realidade atual da população, é necessário continuar a concretizar as reformas e repensar a oferta de cuidados e o nível de resposta do SNS.

 

A solução para as carências atuais e futuras das pessoas não se prende só com a discussão entre teorias económicas. Não se trata de diminuir ou aumentar o papel do Estado, mas sim em fazer mais e melhor, essencialmente em termos de otimização dos recursos disponíveis.

 

O mais importante da reforma do Estado, no que à Saúde diz respeito, é a identificação de necessidades, a definição de prioridades e a garantia de que os recursos estarão disponíveis nos tempos e locais adequados, de forma continuada e equitativa. Para tanto, deve ser seguido e assegurado o compromisso implícito no contrato social de garantia de universalidade da cobertura; a equidade do acesso; a sustentabilidade financeira, atual e futura, do SNS, baseada na solidariedade do financiamento; e a aplicação eficiente dos recursos públicos na obtenção de resultados de qualidade e ganhos de saúde para a população.

 

O desenvolvimento do sistema de saúde deve estar, ainda, preparado para o impacto da liberdade de circulação dos doentes no espaço comunitário e para evitar contínuos sobressaltos sobre a sua viabilidade e sustentabilidade futura.

 

3.14 Os eixos da reforma na Saúde

 

Neste enquadramento, o racional da reforma proposta assenta em quatro pilares essenciais: melhorar a eficiência global do sistema de saúde; progredir na redução das iniquidades de acesso ao sistema de saúde; assegurar uma crescente transparência do sistema; promover a capacitação e responsabilização dos cidadãos.

 

Neste sentido, consideramos prioritário:

 aumentar a eficiência, sem comprometer a efetividade, na prestação de cuidados de saúde, com o objetivo de criar condições estruturais para que as unidades prestadoras de cuidados de saúde sejam sustentáveis no médio e longo prazos;

 excelência no conhecimento e na inovação, procurando criar as condições de contexto que potenciem a capacidade e a consolidação do conhecimento existente, em três domínios prioritários: a investigação e o desenvolvimento; excelência de cuidados e a excelência na gestão da informação;

 recursos humanos capacitados, com o objetivo de fazer mais e melhor com os meios existentes, clarificar com maior precisão o papel de cada profissional na cadeia de valor da sua instituição e encontrar uma matriz de avaliação que permita medir a produtividade e o empenho de cada profissional, bem como o desenvolvimento de instrumentos de fidelização e de atracão de profissionais para regiões onde se verifique carência de recursos;

 aproximar os cuidados de saúde dos cidadãos, reforçando a integração daqueles, com o objetivo de reduzir as iniquidades de acesso aos cuidados de saúde primários, bem como o reforço da oferta de cuidados continuados, com prioridade para as regiões do país atualmente menos capacitadas, por forma a adequar a oferta às reais necessidades dos utentes e, em paralelo, reduzir a pressão que os denominados “casos sociais” exercem sobre os cuidados de saúde - muitas vezes gerando internamentos hospitalares de duração desadequada à gravidade da situação clínica desencadeante;

 aumentar a qualidade e a sustentabilidade dos serviços hospitalares, levando a cabo a Reforma Hospitalar, assegurando a continuidade da execução das iniciativas estratégicas propostas pelo Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar;

 acordos estáveis e transparentes com o sector privado e social, nomeadamente através da avaliação de novos formatos de parceria, designadamente na cessão de exploração de algumas unidades do atual parque hospitalar; da redução das barreiras à entrada de novos operadores de MCDT, nomeadamente através da desburocratização do licenciamento e da liberalização do acesso a novas convenções, entre outros;

 continuar a reforma da política do medicamento para aumentar o acesso e a qualidade na terapêutica, continuando com as directrizes e medidas que têm vindo a ser tomadas, assentando essencialmente na aplicação de normas de orientação clínica, na implementação do formulário nacional do medicamento, no reforço da aquisição e negociação centralizadas e no reforço de monitorização e controlo de prescrição, dispensa e conferência em ambulatório e hospitalar;

 redução da carga de doença, como factor essencial para a garantia da sustentabilidade do sistema de saúde e do SNS a longo prazo. Para que esta redução seja conseguida será necessário actuar sobre os principais determinantes de saúde, de forma a promover a saúde e prevenir as doenças. O objectivo será a redução progressiva da mortalidade prematura que deverá ficar em linha com o compromisso assumido para 2020, abaixo dos 20%. Para isso, dever-se-á apostar na formação, capacitação e responsabilização dos cidadãos e desenvolver as medidas legislativas imprescindíveis;

 reordenamento da Saúde Pública, o qual deverá impor a incorporação das funções essenciais desta, tal como propostas pela UE e OMS. O redesenho das missões da Direcção Geral de Saúde (DGS), Instituto Nacional de Saúde Pública Doutor Ricardo Jorge, I.P., (INSA) e departamentos de saúde pública das atuais Administrações Regionais de Saúde, I.P., (ARS), será feito tendo em vista a melhor gestão das atribuições conferidas aos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) no domínio da saúde pública, promovendo uma coordenação mais eficaz dos laboratórios de saúde pública das ARS, eliminando redundâncias com uma gestão centralizada, bem como a disponibilização de fundos adicionais para a promoção da saúde e prevenção da doença;

 internacionalizar o setor da saúde, enquanto fator essencial na criação de valor e de riqueza para os cidadãos, para os Estados e para as suas respetivas economias, assente em três eixos estratégicos: i) crescer no exterior, ii) atrair investimento estrangeiro e iii) conquistar novos mercados;

 em 2014 deve ser preparada e instituída a gestão coordenada da ADSE com o SNS e concluído o processo referente à ADM e SAD, mediante a clarificação prévia das responsabilidades e visando harmonizar as condições junto dos prestadores.

 

As reformas devem ser acompanhadas por uma nova arquitetura e governação da estrutura funcional do Ministério, com a separação do financiamento e da prestação de cuidados. Desta forma, adapta-se a estrutura funcional das entidades do Ministério da Saúde, tendo por base as funções essenciais do Estado no domínio da saúde, nomeadamente a regulação, o financiamento e a prestação pública de cuidados. Neste âmbito, propõe-se a criação de uma entidade para a concentração de competências que se encontram residentes na Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) no domínio do financiamento das entidades prestadoras de cuidados de saúde e demais institutos públicos, bem como uma maior articulação entre a ACSS e as ARS.

publicado por usmt às 09:47
link do post | favorito

Opinião

Reforma dos CSP a caminhar para o fim      

Quase 10 anos depois de ter sido nomeado responsável pela Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco afirma que, passado este tempo, «começa a fazer pouco sentido falar da reforma como se ela estivesse com toda a pujança».
 
Para o responsável é precisamente o momento de se começar a pensar em fechar este ciclo e «concluir o que se iniciou em 2005» com a nomeação da MCSP. A ARSLVT está, segundo avançou na sessão de abertura, a avaliar as tarefas que tem de concluir nos próximos dois anos de modo a fazer cumprir o que estava delineado nas linhas de orientação da reforma dos cuidados de saúde primários. «Temos de fazer o que está ao nosso alcance, pois somos tão responsáveis por aquilo que fazemos, como por aquilo que não fazemos», sublinhou o vice-presidente da ARSLVT.
 
Sem mencionar concretamente o que está a ser discutido na ARSLVT neste âmbito, Luís Pisco admitiu durante o discurso informal que são necessárias mais USF e que os Aces «vão ter de evoluir» já que há unidades funcionais que «ainda não estão a dar tudo o que têm para dar», nomeadamente as unidades de cuidados na comunidade (UCC) e as unidades de recursos assistenciais partilhados (URAP). Ainda assim, os Aces «são algo que veio para ficar», pois representam «uma grande vantagem sem comparação com as antigas sub-regiões», argumentou o dirigente.
Tempo Medicina 28.10.13
 
Mais uma área de cuidados digna de orgulho de Paulo Macedo pelo trabalho realizado. Poder-se-à dizer com propriedade que este ministro, para lá dos cortes a eito, só tem feito bem a Saúde.
clara gomes
publicado por usmt às 09:44
link do post | favorito

.USMT:Quer nos Conhecer?

  • O que somos
  • Oque fazemos
  • O que defendemos
  • .Vamos criar a Associação de Defesa dos Utentes da Saúde

  • Saber Mais
  • .Leia, Subscreva e Divulgue a Petição ao Senhor Ministro da Saúde Sobre as Novas Taxas Moderadoras Para Internamentos e Cirurgias

  • Petição Movimento de Utentes da Saúde
  • .USMT Mail:

    usaudemt@hotmail.com

    .Abaixo-Assinado

  • Queremos Médicos na Meia Via, Ribeira e Pedrógão
  • .pesquisar

     

    .Jornais Regionais On-Line

  • O Templário
  • Cidade de Tomar
  • O Mirante
  • O Ribatejo
  • Torrejano
  • Almonda
  • O Riachense
  • Entroncamento On-Line
  • Notícias de Fátima
  • .Organizações & Comições

  • MUSS
  • Movimento Utentes Saúde
  • OMS
  • .Posts Recentes

    . Vivem-se tempos difíceis....

    . Um equipamento TAC para o...

    . Cuidem-se!

    . COVID-19: medidas de cont...

    . 20 jan2021: Reunião da Co...

    . CHMT: Nova fase do Plano ...

    . Porra! Tenham cuidado!

    . Sobre o encerramento temp...

    . TORRES NOVAS: algumas ext...

    . OPINIÃO: Os lares e os id...

    .Arquivos

    . Janeiro 2021

    . Dezembro 2020

    . Novembro 2020

    . Outubro 2020

    . Setembro 2020

    . Agosto 2020

    . Julho 2020

    . Junho 2020

    . Maio 2020

    . Abril 2020

    . Março 2020

    . Fevereiro 2020

    . Janeiro 2020

    . Dezembro 2019

    . Novembro 2019

    . Outubro 2019

    . Setembro 2019

    . Agosto 2019

    . Julho 2019

    . Junho 2019

    . Maio 2019

    . Abril 2019

    . Março 2019

    . Fevereiro 2019

    . Janeiro 2019

    . Dezembro 2018

    . Novembro 2018

    . Outubro 2018

    . Setembro 2018

    . Agosto 2018

    . Julho 2018

    . Junho 2018

    . Maio 2018

    . Abril 2018

    . Março 2018

    . Fevereiro 2018

    . Janeiro 2018

    . Dezembro 2017

    . Novembro 2017

    . Outubro 2017

    . Setembro 2017

    . Agosto 2017

    . Julho 2017

    . Junho 2017

    . Maio 2017

    . Abril 2017

    . Março 2017

    . Fevereiro 2017

    . Janeiro 2017

    . Dezembro 2016

    . Novembro 2016

    . Outubro 2016

    . Setembro 2016

    . Agosto 2016

    . Julho 2016

    . Junho 2016

    . Maio 2016

    . Abril 2016

    . Março 2016

    . Fevereiro 2016

    . Janeiro 2016

    . Dezembro 2015

    . Novembro 2015

    . Outubro 2015

    . Setembro 2015

    . Agosto 2015

    . Julho 2015

    . Junho 2015

    . Maio 2015

    . Abril 2015

    . Março 2015

    . Fevereiro 2015

    . Janeiro 2015

    . Dezembro 2014

    . Novembro 2014

    . Outubro 2014

    . Setembro 2014

    . Agosto 2014

    . Julho 2014

    . Junho 2014

    . Maio 2014

    . Abril 2014

    . Março 2014

    . Fevereiro 2014

    . Janeiro 2014

    . Dezembro 2013

    . Novembro 2013

    . Outubro 2013

    . Setembro 2013

    . Agosto 2013

    . Julho 2013

    . Junho 2013

    . Maio 2013

    . Abril 2013

    . Março 2013

    . Fevereiro 2013

    . Janeiro 2013

    . Dezembro 2012

    . Novembro 2012

    . Outubro 2012

    . Setembro 2012

    . Agosto 2012

    . Julho 2012

    . Junho 2012

    . Maio 2012

    . Abril 2012

    . Março 2012

    . Fevereiro 2012

    . Janeiro 2012

    . Dezembro 2011

    . Novembro 2011

    . Outubro 2011

    . Setembro 2011

    . Agosto 2011

    . Julho 2011

    . Junho 2011

    . Maio 2011

    . Abril 2011

    . Março 2011

    . Fevereiro 2011

    . Janeiro 2011

    . Dezembro 2010

    . Novembro 2010

    . Outubro 2010

    . Setembro 2010

    . Agosto 2010

    . Julho 2010

    . Junho 2010

    . Maio 2010

    . Abril 2010

    . Março 2010

    . Fevereiro 2010

    . Janeiro 2010

    . Dezembro 2009

    . Novembro 2009

    . Outubro 2009

    . Setembro 2009

    . Agosto 2009

    . Julho 2009

    . Junho 2009

    . Abril 2009

    . Fevereiro 2009

    . Janeiro 2009

    . Dezembro 2008

    . Novembro 2008

    . Outubro 2008

    . Setembro 2008

    . Agosto 2008

    . Julho 2008

    . Junho 2008

    . Maio 2008

    . Abril 2008

    . Março 2008

    . Fevereiro 2008

    . Janeiro 2008

    . Dezembro 2007

    . Outubro 2007

    . Setembro 2007

    . Agosto 2007

    . Julho 2007

    . Maio 2007

    . Abril 2007

    . Março 2007

    . Fevereiro 2007

    . Janeiro 2007

    . Dezembro 2006

    . Novembro 2006

    . Outubro 2006

    blogs SAPO

    .subscrever feeds