Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Opinião (1)

Prontos para o debate      

As notícias das últimas semanas são arrasadoras para o nosso Sistema de Saúde. Quando se olha do lado do doente, deparamo-nos com o flagelo e sofrimento dos que não têm alternativa ao SNS, traduzido em incontáveis tempos de espera para acesso e de permanência no Serviço de Urgência (várias horas, um dia, às vezes mais); inacessibilidade a meios complementares de diagnóstico mesmo em situações com indicação absoluta e prioritária (problema das colonoscopias, entre outros); acesso restrito a consultas hospitalares que, nalgumas especialidades e em vários hospitais, podem ser superiores a 1 ano; persistência de doentes sem médico de família ou que, apesar da reforma em curso, não conseguem aceder ao seu médico dentro das 24-48 horas recomendadas.
Quando olhamos para dentro do Sistema, confrontamo-nos com a parasitação do SNS pelo sector privado (Cruz Vermelha e agora o caso Sanfil, que longe de serem únicos são paradigmáticos); pelo próprio sector público (caso dos subsistemas públicos); por alguns profissionais (50 médicos a receberem entre 25 e 43 mil euros mensais ou a trabalharem em simultâneo em 5 unidades públicas de saúde). Com opacidades (ocultação de tempos de espera para cirurgias e consultas, produção adicional em horário normal) e baixa qualidade produtiva (taxas de infecção hospitalar de 10%); com um sistema ineficiente de controlo do trabalho (pontómetro); com o total desprezo pelas normas de incompatibilidades, com …………….
Sabíamos que, à semelhança do que se passou na Grécia, a política de austeridade a qualquer preço iria ter também entre nós consequências nos indicadores de saúde (alguns já conhecidos: como o aumento da mortalidade infantil ou a taxa de infecção por BK, outros o futuro revelará). Seria, porém, demagógico e pouco sério atribuir-se a este governo e a este ministro da saúde, a responsabilidade única pelo actual estado de coisas. Sabemos que muitas delas, em particular as que resultam da mais aviltante promiscuidade público/privada e, há que dizê-lo, público/público, não são de agora, embora emerjam nestes tempos de crise de forma aguda e irrefreável.
Poder-se-à admitir que muitas das notícias têm origem no próprio governo e visam denegrir num primeiro tempo para arrasar mais tarde o nosso modelo de saúde, em particular o SNS. É bem possível que assim seja, mas nem por isso o rei deixa de ir nu. Compete pois a todos nós individualmente e às organizações profissionais (Ordens, Sindicados, Associações) travar o mais profundo debate em torno destas questões, apresentar soluções e exigir ao poder político as reformas necessárias ao reforço do SNS. Só desta forma poderemos mostrar aos Portugueses que o nosso modelo não é o responsável das insuficiências vindas a público, mas é ele também vítima da ganância e venalidade de uns quantos. Que só podemos sair deste atoleiro com mais SNS, através de um melhor investimento em Saúde e da total clarificação das relações entre os diferentes prestadores.
Tavisto
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Domingo, 12 de Janeiro de 2014

TOMAR, a 20 de Janeiro

publicado por usmt às 14:47
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TORRES NOVAS, a 27 de Janeiro

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

Nota sobre notícia da Conf Imprensa CUSMT

NOTA da CUSMT:
Os cortes abaixo indicados aplicam-se ao CHMT e não ao ACES Médio Tejo.
..........................
Comissão de Utentes de Saúde teme degradação dos serviços nos próximos tempos
Com os cuidados de saúde mais longe e tendencialmente mais caros, a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo (CUSMT) teme que o sofrimento de doentes e respectivas famílias aumente nos próximos tempos. ... Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira, ao final do dia, em Torres Novas, Manuel José Soares (MJS), porta-voz da comissão, começou por defender que os próximos tempos “vão ser complicados” avaliar pelo corte de 13,5 por cento para hospitais, o que significa menos 146 milhões de euros. O dirigente diz que não é possível prestar cuidados de saúde adequados com hospitais sub-financiados.
Se nos hospitais o cenário é este, nos centros de saúde não é melhor. De acordo com MJS, os agrupamentos de centros de saúde estão a ser incentivados a cortarem ainda mais na prescrição de medicamentos e de nos meios complementares de diagnóstico. No caso do ACES do Médio Tejo, precisou ainda, os custos com pessoal terão de baixar 9 por cento e os custos operacionais em 5 por cento. Caso não sejam cumpridas estas metas, esclarece, as estruturas são penalizadas em futuros orçamentos.
   Por: Jornal Torrejano, em: 09-01-2014 11:10:24
publicado por usmt às 19:32
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No CHMT

CHMT: tempos de espera nas urgências lideram queixas no “Livro Amarelo”                                                

A ”esmagadora maioria” das queixas registadas no ”Livro Amarelo” do Centro Hospitalar do Médio Tejo estão relacionadas com os tempos de espera nos serviços de urgência. Quem o diz é Paulo Marques Vasco, director-clinico do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

O responsável justificou que a urgência médico-cirurgica foi concentrada na unidade de Abrantes por uma questão legal e porque é em Abrantes que estão os serviços complementares à urgência. Paulo Vasco adiantou ainda que os tempos de espera são muitas vezes motivados pelo facto de os centros de saúde não responderem às necessidades, defendendo a necessidade de uma melhor organização ”sobretudo aos fins-de-semana e durante a noite”. Estas declarações foram prestadas durante a conferência ”educação para saúde”, um raciocínio em linha com o do director do serviço de urgências do CHMT, há uma semana relatado por este jornal.
   Por:
Jornal Torrejano

 

publicado por usmt às 19:28
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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Documento da Conferência de Imprensa da CUSMT

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Médio Tejo, 7 de Janeiro de 2014

 

A prestação de cuidados de saúde de qualidade e proximidade pelo

Centro Hospitalar do Médio Tejo e ACES Médio Tejo

dificultada pelo Orçamento para 2014

 

Com a teimosia de redução de encargos a todo o custo, o Governo

aumenta o sofrimento da população e prejudica a Região

 

 

O Serviço Nacional de Saúde, pelo seu impacto social e humano, continua a ser o serviço público mais valioso para as populações e respetivas comunidades. Esta constatação não nos impede de denunciar as más práticas, as decisões que contribuem para a sua desvalorização e incentiva-nos a apresentar propostas em sua defesa.

 

São cada vez mais os testemunhos (por parte de utentes, familiares e até de profissionais) de situações passadas nas unidades de saúde, principalmente nos hospitais, em que se confirma o decréscimo da qualidade dos serviços prestados.

 

Quer no ACES quer no CHMT, para além de nem todos os órgãos estatutários funcionarem, vivem-se permanentes sobressaltos com a tentativa de redução de encargos. Na prática, transferem-se custos para outras entidades. ACES e CHMT gastam menos mas “empurram” as despesas para autarquias, utentes, trabalhadores, CGA, à custa de menos e piores serviços e da desmotivação dos profissionais.

 

O Orçamento de Estado 2014, aprovado pelo PSD e PP na Assembleia da República, e a sua consequente aplicação no sector da saúde, vai agravar as condições de prestação de cuidados. No limite, com as novas regras de contratualização, já se prestam poucos serviços porque não há dinheiro e não vem mais financiamento porque não se fez.

 

Dizem-nos que os níveis de prestação de cuidados são para manter, mas têm encerrado serviços, baixado a qualidade de alguns e outros são colocados longe. Tudo isto para não encerrar unidades hospitalares e extensões de saúde. Recusamos essa chantagem por parte de quem quase só está interessado em respeitar as orientações de carácter financeiro em detrimento de ganhos em saúde e menos sofrimento para as populações.

 

Todos os argumentos utilizados pelos responsáveis do Ministério da Saúde têm servido objetivamente para diminuir e piorar os cuidados de saúde que, cumulativamente com outras medidas anti sociais, vão agravando o sofrimento, quando não a morte, de milhares de cidadãos, com a consequente (e desejada) redução de encargos em saúde e na segurança social. Tudo isto para respeitar incompreensíveis encargos financeiros para com a banca nacional e internacional.

 

 

 

As propostas da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

 

A CUSMT tem vindo a reunir com Câmaras Municipais e outras entidades, com o objetivo de expor as suas apreensões face ao deteriorar das condições de prestação de cuidados de saúde em algumas unidades e regiões. Em todas as reuniões constatámos o interesse dos autarcas em preservar a proximidade e qualidade dos serviços e foi com interesse que ouviram as propostas da CUSMT sobre a organização dos cuidados de saúde. Infelizmente também constatámos que todas estas entidades, todas intervenientes a diversos níveis no sector da saúde, não dialogam e coordenam a actividade entre si de forma permanente e regular. E com os Conselhos Consultivo e de Comunidade inactivos…

 

Basicamente as propostas da CUSMT são:

 

Defender a gestão pública de todas as unidades de saúde quer nos Cuidados Primários quer nos Cuidados Hospitalares.

 

Promover a articulação entre Cuidados Primários, Cuidados Hospitalares e Cuidados Continuados.

 

Existência nas três unidades hospitalares dos serviços de Urgência, Pediatria, Medicina Interna e Cirurgia Ambulatória.

 

Dinamização das valências existentes e, eventualmente a criação de outras, mas distribuídas geograficamente de forma equilibrada pelas três unidades hospitalares.

 

Exigir financiamento adequado da atividade hospitalar e nos cuidados primários e promover uma gestão eficiente e eficaz. (Todos os cuidados, custem o que custarem, devem ser prestados para se respeitar a dignidade e a vida humanas. E estas, na sociedade que todos dizemos defender, não têm preço.)

 

A aquisição de Unidades Móveis de Saúde para o ACES, como condição prévia à estruturação dos Cuidados de Saúde Primários, onde é urgente a contratação de mais médicos, enfermeiros e outros trabalhadores.

 

Defender a permanência de farmácias nos meios rurais.

 

 

E o futuro?

 

Obcecados pela redução dos encargos, vai ser difícil convencer Ministério da Saúde, CA do CHMT e DE do ACES MÉDIO TEJO a implementar medidas que respeitem os princípios de proximidade e qualidade que defendemos na prestação de cuidados de saúde e que permitirão uma utilização eficiente e eficaz dos meios disponíveis e com claros ganhos em saúde. Mas a CUSMT com os meios de que dispõe, continuará persistentemente a sua luta por uma organização dos cuidados de saúde que respeitem a vontade da população do Médio Tejo, já expressa em documentos subscritos por mais de trinta mil cidadãos.

 

Assim:

 

1.

Vamos solicitar uma reunião com carácter de urgência à Diretora Executiva do ACES do Médio Tejo, a quem colocaremos, entre outras, as seguintes questões:

 

Há ou não intenção de encerrar Extensões de Saúde, nomeadamente nos Concelhos de Torres Novas, Abrantes, Ourém, Constância?

 

Porque não é permitida a atribuição de incentivos, nomeadamente a médicos, para se instalarem em zonas rurais?

 

Há intenção de dotar o ACES de Unidades Móveis de Saúde?

 

Para quando a apresentação do Plano de Atividades e Orçamento para 2014?

 

2.

Desenvolver todos os esforços para que o Conselho de Comunidade do ACES seja empossado e comece a funcionar.

 

3.

Solicitar ao Presidente do Conselho Consultivo de CHMT a realização de uma reunião com o objetivo de analisar a atividade do CHMT e debater Plano de Atividade e Orçamento para 2014, com vista a salvaguardar a concretização das propostas da CUSMT.

 

4.

Continuar as reuniões com todas as entidades que de alguma forma possam interferir positivamente na organização dos cuidados de saúde, como entidades governamentais, deputados, autarcas, bombeiros, organizações sindicais…

 

5.

No âmbito do movimento de utentes, estimular, organizar e intervir a participação das populações na defesa de cuidados de saúde de proximidade e qualidade.

 

 

                                                                                  A Comissão de Utentes da Saúde

                                                                                                  do Médio Tejo

 

Médio Tejo, 7.1.2014

 

 

publicado por usmt às 13:39
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

Em Constância, a 13 de Janeiro

publicado por usmt às 14:46
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Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2014

Para 2014...

... mais e melhores

cuidados de saúde!

 

publicado por usmt às 11:02
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