Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE MAIS DIFÍCIL PARA A POPULAÇÃO DO MÉDIO TEJO

com a concentração da urgência cirúrgica

e da cirurgia programada no Centro Hospitalar do Médio Tejo

e com o agravamento das carências de médicos e enfermeiros

nos Centros de Saúde

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), cumprindo

a sua missão de defender com firmeza o direito,

consagrado

instituições para a necessidade de melhorar a qualidade da prestação de

alguns cuidados de saúde e melhorar o acesso a outros, designadamente, os

urgentes.

Algumas melhorias aconteceram, correspondendo a propostas e

reivindicações da CUSMT e do movimento de utentes. O que registamos

com agrado! São elas:

constitucionalmente, dos cidadãos à saúde, tem vindo a alertar as pessoas e as

- A Instituição do Parto sem dor na Maternidade

Foi, finalmente, posta em prática uma técnica que suaviza o acto de ser

mãe. As mães do Médio Tejo estão, agora, em melhores condições de o

serem! Foi um passo importante. É, porém, necessário tomar outras medidas

para que à Maternidade do Centro possam recorrer todas as mulheres

ribatejanas que projectem ser mães.

:

- O registo dos nascimentos:

É positivo que os pais possam registar o nascimento dos seus filhos no

local onde nascem, pois evita deslocações a outros serviços. O que vai

passar a suceder na Maternidade do CHMT, sita na unidade de Abrantes.

- A criação do Serviço de Cuidados Paliativos:

A criação deste serviço responde à satisfação de uma necessidade

muito sentida e há muito reclamada! Porém esta Comissão não pode deixar

de estar em desacordo no que diz respeito ao local onde foi criado. Estas

camas foram destinadas a satisfazer outras necessidades – as da Medicina

Física e de Reabilitação (MFR). As camas de MFR estão a ser muito

necessárias para os doentes desta especialidade que são obrigados a

procurar cuidados longe da sua residência – em Alcoitão – quando os

poderiam encontrar próximo da sua residência. O Centro Hospitalar do Médio

Tejo, na Unidade “Hospital Nossa Senhora da Graça – Tomar”, tem

condições para os prestar. Assim o Conselho de Administração e a Sra.

Ministra da Saúde o queiram!

- As Extensões de Pedrógão e Meia Via voltaram a ter médico:

Após muitas acções de luta, a população de Pedrógão e Meia Via

voltaram a ter médico nas respectivas extensões do centro de Saúde. Estas

populações estão, agora, menos mal. Mas ….O problema da falta de

assistência médica não está resolvido!

o o o o o o o o o o o o

Quis, a CUSMT, começar pelas coisas positivas. Porém há situações

muito preocupantes, com destaque desde logo para a:

- Ausência de informação por parte dos responsáveis pela Saúde:

Parece que os responsáveis pelas instituições prestadoras de cuidados

de saúde têm receio de informar a população das decisões que querem

tomar! Preferem utilizar a técnica do facto consumado! Em nosso entender

todos ganhariam com uma informação correcta e atempada!

- As urgências no Centro Hospitalar do Médio Tejo:

Em Novembro chegaram à CUSMT informações sobre possíveis

alterações na prestação de cuidados urgentes no Centro Hospitalar do Médio

Tejo. Com a preocupação de informar a população com o rigor necessário,

esta comissão solicitou ao Conselho de Administração (CA) informação

sobre este importante assunto. O CA ainda não fez chegar à Comissão a

informação pedida.

Entretanto, teve conhecimento de uma circular normativa, datada de 24

de Novembro, que publicita uma deliberação do CA de 6 de Novembro

aprovando uma reorganização da Urgência da Especialidade de Cirurgia

Geral (a concentrar exclusivamente em Abrantes) e na deslocação, no futuro,

de toda a cirurgia programada para a Unidade de Tomar. O equilíbrio entre

as três unidades é desfeito, com prejuízo evidente para a unidade de Torres

Novas. Não concordamos com estas decisões e desconfiamos dos

verdadeiros objectivos que a Administração e o Governo pretendem atingir

com elas.

Da análise que a Comissão faz desta Circular, sob o ponto de vista

exclusivamente organizativo, resulta claramente:

- Pior qualidade dos cuidados oferecidos aos doentes intervencionados

em Torres Novas e Abrantes, pois se tiverem que ser re-intervencionados

terão que ser deslocados para fora dos respectivos hospitais – para Tomar -

. Hoje essa incomodidade não existe!

- Pior qualidade dos cuidados oferecidos aos doentes intervencionados

de urgência, em Abrantes, se tiverem que continuar o tratamento noutro

hospital e por outra equipa cirúrgica;

- Indefinição no que diz respeito à decisão de intervenção cirúrgica,

transporte e acompanhamento de doentes internados e externos que devem

ser intervencionados;

- Prejuízo para a cirurgia programada das Unidades de Torres Novas e

Tomar se o reforço das equipas cirúrgica e de anestesiologia anunciado for

feito por cirurgiões daquelas unidades;

- Existirem diferentes critérios para deixar urgências cirúrgicas em

Tomar (Oftalmologia e Urologia);

- Insuficiente informação sobre se esta alteração é isolada ou integrada

num plano;

- Insuficiente informação quanto ao impacto nos custos de exploração

do CHMT;

Na ausência de um plano estratégico para o Centro Hospitalar,

debatido e aprovado pelo Conselho Consultivo do CHMT (que em claro

incumprimento da legislação em vigor, ainda não foi instalado), a CUSMT

receia que os verdadeiros objectivos sejam o afastamento de utentes do

SNS (Serviço Nacional de Saúde) de algumas instalações e equipamentos

do Centro.

- A Reorganização dos Cuidados Primários (Centros de Saúde)

Como a CUSMT tem vindo a divulgar, existem sérias dificuldades na

prestação dos cuidados primários de saúde, da responsabilidade dos

Centros de Saúde, tanto na nossa região como ao nível Nacional. Algumas

extensões sem qualquer médico e outras com menos que o necessário (de

que o caso mais gritante é a Freguesia da Ribeira – Torres Novas), muitos

milhares de utentes sem médico de família, enormes dificuldades em

conseguir uma consulta e serviços sem funcionar nos Centros de Saúde.

Alguns destes a precisar de obras de manutenção e/ou ampliação, como no

caso do Entroncamento.

O Ministério da Saúde prometeu há alguns anos resolver todos estes

problemas com a instituição das USF – Unidades de Saúde Familiar. Mas, na

realidade os problemas não se resolveram, foi reduzido o número de USF

instaladas – no Médio Tejo existem apenas duas em Tomar – e as que se

instalaram e funcionam bem fizeram-no, muitas vezes, com o prejuízo dos

restantes Utentes.

A solução, agora, parece estar nos ACES – Agrupamentos de Centros

de Saúde, que substituem as Sub-regiões de Saúde. Serão 74 em todo o

país, ficando dois na nossa região, um sedeado em Torres Novas e outro em

Constância. A Lei 28/2008 que cria estes Agrupamentos estabelece que irão

ser dirigidos por um Conselho Executivo um Conselho Clínico e um Conselho

da Comunidade, onde participarão profissionais da saúde, autarquias e

elementos de outras entidades, como organizações de voluntários e utentes.

Temos algum receio que se não forem mobilizados e motivados todos

os intervenientes esta reorganização pouco passe do papel.

Numa entrevista recente o Secretário de Estado da Saúde disse que os

ACES vão ser implantados a partir de 1 de Janeiro de 2009 e pelo

conhecimento que temos tanto os profissionais de saúde com os autarcas

pouco sabem sobre isto. Apenas se sabe que todos ou quase todos os

directores executivos a nomear pelo Ministério já estão escolhidos. E

preocupa-nos saber que na sua maioria serão médicos que terão que

exercer o cargo em exclusividade, retirando-os, assim, da prestação de

serviços de saúde.

o o o o o o o o o o o o

Porque a CUSMT quer continuar a defender o direito de acesso a

cuidados de saúde por parte da população continuará a desenvolver

esforços junto das entidades responsáveis para que sejam anuladas as

decisões prejudiciais aos utentes, aos profissionais da saúde e à região do

Médio Tejo. Por isso foram solicitadas reuniões ao Governo Civil, às

autarquias onde estão sediadas as unidades hospitalares e os ACES –

Agrupamentos dos Centros de Saúde (Abrantes, Tomar, Torres Novas e

Constância) e à Comunidade Urbana do Médio Tejo.

A CUSMT não enjeita a possibilidade de promover iniciativas públicas

de protesto de forma a salvaguardar o direito à saúde, conforme os princípios

do Serviço Nacional de Saúde, para toda a população do Médio Tejo.

publicado por usmt às 16:08
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