Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Saúde no Médio Tejo - balanço de quatro anos

 

Aos

Órgãos da Comunicação Social


 

Depois de quatro anos de promessas

CADA VEZ ESTÁ MAIS DIFÍCIL

O ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE NO MÉDIO TEJO

(vejam-se os exemplos de alguns Concelhos da Região do Médio Tejo)


 

De dia para dia chegam-nos cada vez mais relatos do agravamento das condições de acesso a cuidados de saúde. A milhares de utentes, principalmente nos Concelhos de Ourém, Torres Novas, Entroncamento, Constância e Abrantes foram, na prática retirados os cuidados de saúde de proximidade. Faltam os médicos e também cuidados de enfermagem. Algumas das instalações não correspondem às necessidades, como no caso do Entroncamento.


 

São dezenas de milhares que não têm médico de família e quando precisam de cuidados médicos têm de estar em filas de espera a altas horas da madrugada esperando por uma consulta de recurso, que nem sempre está disponível, como é expressamente reconhecido pelos Directores Executivos dos ACES do Médio Tejo.


 

Casos clínicos vulgares, por falta de assistência médica de proximidade e em tempo útil, tornam-se agudos obrigando a recorrer às urgências hospitalares (organizadas em função da poupança financeira) do CHMT, de onde chegam notícias do contínuo agravamento das listas de espera para consultas.

 

Nos últimos quatro anos assistimos ao anúncio de medidas que nunca se concretizaram, principalmente as boas – médico de família para todos os utentes, medicamentos em unidose, manutenção de instalações e ampliação de outras, órgãos de gestão que não funcionam... - e a tentativa de impôr soluções que não correspondem aos anseios das populações, como o encerramento de Extensões e serviços de saúde, a desarticulação do CHMT e a criação de novas taxas moderadoras e a redução da comparticipação nos medicamentos.


 

VIVEM-SE MOMENTOS HILARIANTES


 

Vivem-se momentos hilariantes. É dramática a falta de médicos e o Governo diz que há condicionalismos legais (que poderia alterar) para não contratar médicos reformados, que por sua vez já poderão vir a ser requisitados por causa da “gripe A”. Ao mesmo tempo, médicos são recrutados para Inglaterra através do site da respectiva Ordem. Falta contratar mais 30% de enfermeiros. Há aos milhares no desemprego. Não são contratados, mas a Ministra da Saúde vai de visita a Angola e diz que Portugal pode “exportá-los”. Os circuitos de informação institucional de comunicação com as populações deram lugar ao privilégio da informação partidária...


 

Chega-se ao ponto de haver quem manifeste satisfação por resolver num concelho o problema da falta de médicos à custa de ir buscar três clínicos ao concelho vizinho, onde existem Extensões sem médico e na Sede do Centro de Saúde, há dias em que se vive um autêntico caos por não haver consultas.


 

Parece valer tudo, menos satisfazer as necessidades dos utentes em matéria de cuidados de saúde.... Agora promete-se muita obra futura, mas embora se esforcem não têm obra feita para mostrar. Ainda por cima, apontam como desculpas situações que eles próprios criaram ou não resolveram, apesar dos sucessivos alertas dos utentes e seus representantes.


 

É hora de analisar o trabalho desenvolvido pelos que tiveram responsabilidades ao nível da saúde, no âmbito nacional, regional e local. É também hora de, eventualmente, votar em conformidade nos próximos actos eleitorais. Houve os que se demitiram, os que se calaram, os que cegamente disseram sempre “sim” fossem quais fossem as medidas, os que até afrontaram quem teve coragem de dizer que havia problemas e propôs soluções... e houve aqueles que de forma persistente e organizada sempre estiveram ao lado dos utentes.


 


 

UTENTES DEVERIAM SER INDEMNIZADOS


 

O Ministério da Saúde deveria indemnizar os utentes e familiares (pelos sacrifícios físicos, pelas horas perdidas; pelos gastos acrescidos no recurso a soluções no sector privado e social; pela aquisição de medicamentos sem comparticipação) e as empresas e os diversos serviços públicos que suportam a ausência dos trabalhadores por períodos que roçam o inaceitável, por falta de resposta em tempo dos serviços de saúde.


 

Ainda vão a tempo de minorar as dificuldades. Utilizem o poder e os recursos que têm e coloquem mais médicos e enfermeiros nas unidades de saúde. Dialoguem com as populações e os seus representantes para aproveitar propostas e sugestões e evitar decisões precipitadas.


 

A CUSMT, certa de que a saúde é o bem mais precioso do ser humano, faz votos para que o súbito interesse de alguns candidatos às próximas eleições (depois de silêncios comprometedores e complacentes), pela organização da prestação de cuidados de saúde não se fique pelo período da campanha eleitoral. Continuem a emitir opiniões no futuro e todos os dias. As populações agradecem.



 


 

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo


 

Médio Tejo, 1.9.2009


 


 

publicado por usmt às 21:24
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