Terça-feira, 11 de Março de 2014

Documento das Conferências de Imprensa de 11.3.2014

CONFERÊNCIAS DE IMPRENSA

11 de MARÇO de 2014 (terça), 18,30 horas

ABRANTES, TOMAR e TORRES NOVAS

 

 

PELA NOSSA SAÚDE, RESPEITEM AS POPULAÇÕES

DO MÉDIO TEJO

E A SUA DIGNIDADE!

 

 

A vida provou que as sucessivas “reorganizações” do Centro Hospitalar do Médio Tejo e do ACES Médio Tejo (antes “Zêzere” e “Aire”), nos últimos dois anos trouxeram mais sofrimento e ansiedade a cada vez mais pessoas na Região. Piorou o acesso aos cuidados de saúde, a concentração de serviços não correspondeu a mais qualidade, as distâncias que doentes e familiares têm de percorrer implicam mais sofrimento físico e mais despesas.

 

Manifestamos a nossa preocupação com os cuidados de saúde prestados na região, reclamando por novas medidas e melhores respostas aos utentes. São necessários cuidados de saúde mais próximos e de mais qualidade no Médio Tejo. Em termos gerais, precisamos de: URGÊNCIA, MEDICINA INTERNA, PEDIATRIA e AMBULATÓRIO nos três hospitais (Abrantes, Tomar e T. Novas); MAIS MÉDICOS NOS CENTROS DE SAÚDE; MANTER A MATERNIDADE NO MÉDIO TEJO; FARMÁCIAS NOS MEIOS RURAIS; ARTICULAÇÃO ENTRE OS DIVERSOS NÍVEIS DE PRESTAÇÃO DE CUIDADOS; e, CUIDADOS DE SAÚDE DE PROXIMIDADE E QUALIDADE!

 

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Nas nossas preocupações e nas nossas propostas estamos acompanhados por cada vez mais cidadãos, autarcas e responsáveis das unidades de saúde. Mas enquanto há unanimidade nas preocupações, já na atribuição das responsabilidades pela situação e na forma de resolver os problemas há divergências e silêncio por parte de alguns. Para a CUSMT continua a ser válida a proposta de organização dos cuidados de saúde nos princípios do SNS – Serviço Nacional de Saúde -, geral, universal, público, eficiente, eficaz e tendencialmente gratuito.

 

Estamos preocupados com os tempos de espera no serviço de urgências do CHMT, fruto da má organização (concentração) das urgências e da descoordenação com os cuidados primários, que nuns locais encerraram os serviços e noutros não têm horários compatíveis com a actividade da população. A maior parte dos centros de saúde não tem médicos em número suficiente para dar resposta aos utentes em termos de cuidados de saúde de proximidade. As urgências básicas de Torres Novas e Tomar não respondem às necessidades dos utentes e o seu envio para a urgência de Abrantes, não raras vezes, agrava as suas condições clínicas e as logísticas de uma unidade hospitalar que vê a procura aumentar também pela falta de muitos médicos de família (p.e. nos Concelhos de Abrantes e Sardoal).

 

 

Os sucessivos relatos das dificuldades de internamento (perderam-se mais de 20% das camas), ganham aspectos dramáticos com as distâncias e custos a suportar (combustíveis, portagens, ausência de transportes públicos) por familiares e utentes que são encaminhados para um serviço a dezenas de quilómetros e que, na falta de capacidade de internamento, é dada alta a meio da noite. A porta de entrada no CHMT, não é a porta de saída. Acresce a esta situação a “pressão” para antecipar as “altas”, quer em situações terminais quer em utentes a precisar de cuidados continuados.

 

 

O encerramento do internamento em Medicina Interna e ausência de Pediatria, na unidade hospitalar de Tomar veio afectar, para além da população local, também a dos concelhos de Ourém, Ferreira do Zêzere e Alvaiázere. A transferência de Torres Novas para Abrantes do internamento em Medicina Interna, afecta as populações dos Concelhos de Alcanena e Entroncamento. Em Abrantes, com a dramática falta de médicos de família (que se estende ao Concelho do Sardoal), a concentração de alguns serviços e a transferência de outros baixou a qualidade e aumentou os tempos de espera.

 

A maternidade do CHMT, instalada em Abrantes, deve ser defendida a todo o custo. Apesar do decréscimo do número de partos, a sua importância social e regional é razão para que se lute pela sua valorização. Já em Novembro de 2011, na primeira reunião com o actual Conselho de Administração do CHMT levantamos duas questões prementes para a prestação de cuidados de saúde no Médio Tejo, a articulação entre cuidados de saúde (hospitalares, primários e continuados) e a necessidade de dinamizar a procura dos serviços de maternidade no hospital de Abrantes. Ao que consta pouco ou nada foi feito nestas áreas. Os maus resultados alcançados provam que as nossas propostas foram e são oportunas.

 

Estamos preocupados com os testemunhos de permanência de longas listas de espera para cirurgias e consultas. Estamos preocupados com as políticas de destruição do SNS, promovidas pelo Governo e seguidas localmente pelos gestores das unidades de saúde, que constituem um entrave a actos de gestão corrente de importância vital para os doentes, como sejam a aquisição de medicamentos, a contratação de meios complementares de diagnóstico ou mesmo a gestão de stock’s de material hospitalar.

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

 

Quando se pretende ganhos em saúde, tem de se investir em saúde pública e nos cuidados primários. E, infelizmente, é principalmente neste patamar que há as maiores carências em termos de médicos, enfermeiros e outros profissionais.

 

Algumas questões de saúde pública são deveras preocupantes, como os rácios de suicídios, do recrudescimento da toxicodependência, má nutrição em algumas faixas da população, a existência de amianto em ambiente escolar (e hospitalar?) … O encerramento de Extensões de Saúde, a “perspectiva” real de mais encerrarem (nem as prometidas Unidades Móveis de Saúde existem), a dificuldade no transporte de doentes (mesmo em alguns casos de urgência), agravam as dúvidas dos utentes perante os Serviços de Saúde.

 

Ao não contratar enfermeiros (necessário concretizar o “enfermeiro de família”), ao não dar condições a médicos reformados para continuar a trabalhar nos Centros de Saúde, ao não despachar os requerimentos dos médicos que querem passar às 40 horas, ao colocar obstáculos às autarquias que oferecem incentivos à instalação de médicos, ao impor restrições orçamentais (que afectam p.e. os MCDT), o Ministério da Saúde está objectivamente a contribuir para o sofrimento das populações e a “abrir portas” aos grupos privados na saúde.  

 

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

 

Estar doente e precisar de cuidados de saúde, já é fonte suficiente de sofrimento. Infelizmente esse sofrimento é agravado pela ausência de serviços de saúde em muitos locais ou pela sua transferência para bem longe (p.e. as farmácias que saem das aldeias para os meios urbanos), como se as famílias não estivessem já a ser castigadas com a redução de salários, de pensões e outras prestações sociais. 

 

Os portugueses produzem suficiente riqueza e as tecnologias da saúde avançaram tanto, que não se compreende que por falta de financiamento e má organização se ponha em causa a dignidade e, em alguns casos, a vida dos cidadãos.

 

Estamos certos de que as nossas propostas para além de serem viáveis e sustentáveis são as que respondem às necessidades das populações em matéria de cuidados de saúde. De uma forma persistente e quotidiana procuramos que as entidades responsáveis concretizem as nossas propostas. Para lhes dar legitimidade e sentido de reivindicação humana, social e política, vamos lançar um

 

ABAIXO ASSINADO como forma de as populações poderem expressar de forma clara e objectiva o apoio às propostas apresentadas. De hoje a 23 de Abril, por muitas localidades e em centenas de locais irão ser recolhidas dezenas de milhares de assinaturas.

 

E promover uma

 

VIGILIA/CONCENTRAÇÃO de Comissões de Utentes da Saúde, no dia 11 de Abril, entre as 19,30 horas e as 22,30 horas, para fazer o balanço da iniciativa de recolha de assinaturas e dar conta dos problemas e avanços na prestação de cuidados de saúde no Médio Tejo.

 

Consideramos a saúde o bem mais importante do ser humano, por isso não desistiremos de ter na nossa região cuidados de saúde de proximidade e qualidade!

 

 

 

                                                                                  A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

 

 

Médio Tejo, 11.3.2014

publicado por usmt às 21:01
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