Sábado, 29 de Março de 2014

Secretários dizem "sim"; Ministro diz "não"

TOMAR - Anabela Freitas e Bruno Graça dão boas notícias em relação ao hospital: Governo está a estudar regresso da medicina interna

                       

O Ministério da Saúde revelou abertura para estudar um regresso da medicina interna ao Hospital de Tomar, elevando, ainda, em termos qualitativos, a resposta que é dada pela actual urgência básica. Foram estes os principais e animadores resultados na reunião que Anabela Freitas e Bruno Graça, respectivamente presidente e vereador com o pelouro da saúde, tiveram com o secretário de Estado-adjunto e também com o secretário de Estado do Ministro Paulo Macedo, encontro que decorreu na manhã desta sexta-feira.

Como era do conhecimento público, em cima da mesa estiveram preocupações com os cuidados de saúde primários, paliativos e hospitalares. E, na verdade, pode dizer-se, os responsáveis da autarquia nabantina levaram a lição bem estudada, de tal forma que viram os governantes conceder-lhes razão em alguns dos pontos fulcrais do encontro. Anabela Freitas, numa interpretação que considerou ser pessoal, disse que o Governo poderá admitir que a reestruturação não proporcionou os resultados obtidos: «Pedimos para que fosse feito um estudo dois anos depois da reestruturação que foi levada a cabo e se a mesma tinha correspondido às expectativas. Reiterámos que deveria existir a medicina interna e a urgência nas três unidades hospitalares como forma de sustentabilidade do próprio Centro e fomos agradavelmente surpreendidos pelo facto de o Ministério estar a estudar esta questão. Esta é uma interpretação da nossa parte: aquilo que estavam à espera que acontecesse com a reestruturação não aconteceu. Quanto à urgência, não temos a ideia que será a médico-cirúrgica mas, se calhar, uma figura intermédia. Estão a estudar, também, esta forma». A presidente da Câmara Municipal disse que os secretários de Estado mostraram-se surpreendidos pelo facto de o Hospital de Tomar ter uma unidade de cuidados paliativos que está desequipada e sublinhou quais as metas a concretizar para esta valência: «Estão a estudar uma nova forma de reestruturar os cuidados paliativos de forma a que estes sejam prestados onde estiver o doente, seja em causa ou numa instituição. Não demonstraram ter conhecimento de que aqui tínhamos uma unidade equipada que tinha sido desactivada, sendo substituída por quatro camas de urologia. Ficaram surpreendidos com esta questão». Questionados sobre se estas indicações de regresso das valências poderiam ser promessas de circunstância, tanto Anabela Freitas como Bruno Graça disseram que sentiram da parte dos governantes uma vontade e compreensão de melhorar os cuidados prestados à população: «A ideia com que ficámos é que os secretários de Estado sabiam dos problemas que existiam. Não mostraram grandes conhecimentos nos cuidados paliativos mas, no restante, pareceu-me que iriam dar resposta às diversas questões já sublinhadas e até à situação relativa à fisioterapia».

 

Retirado da página do facebook de

Antonio Mateus Dias 

19/3 às 20:52 

Oitenta por cento dos utilizadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, calcula o ministro Paulo Macedo. São cerca de sete milhões os cidadãos que utilizam o SNS e actualmente há 5,5 milhões isentos de taxas, explicou nesta quarta-feira o ministro da Saúde, no Porto, durante um almoço-debate em que traçou um quadro positivo da evolução deste sector que “se tem mostrado resiliente”, apesar da crise económico-financeira.

“Não há disparate maior do que dizer que na Saúde houve cortes cegos”, sustentou Paulo Macedo, contestando as críticas que lhe têm sido feitas, durante a sua intervenção sobre O Futuro do Sistema de Saúde Português, uma iniciativa organizada pelo International Club of Portugal e patrocinada pela consultora Delloite.

Lembrando que “cortar na despesa pública não é necessariamente mau”, deu o exemplo das “rendas excessivas”, nomeadamente no sector do medicamento, que têm vindo a diminuir de forma acentuada. Em resultado disso, notou, actualmente “o preço da saúde está mais baixo para as pessoas com menos recursos”.

Paulo Macedo voltou a afirmar que acredita no futuro do SNS, desde que se continue a fazer “reformas ambiciosas”. Citou, a propósito, o responsável pelo Serviço Nacional de Saúde inglês (NHS), David Nicholson, que recentemente afirmou que o NHS é “insustentável” e que “só passará a ser sustentável” se forem feitas reformas, incluindo “concentração de serviços”.

Se é isso que se pretende fazer em Portugal, porque não avançou então ainda na reforma da rede hospitalar, perguntaram-lhe à saída os jornalistas. Os hospitais vão entregar “um plano estratégico” e em breve haverá legislação, disse Macedo, que não deixou de acentuar que já foram dados vários passos neste sentido. Além dos cuidados psiquiátricos, há "uma intenção clara relativamente às maternidades” e foram criados novos centros hospitalares e unidades locais de saúde que hoje têm “outra massa crítica”, sintetizou.

Questionado sobre a recente polémica em torno do despacho que visa aumentar o número de colonoscopias (exames que permitem diagnosticar o cancro colo-rectal) – a Ordem dos Médicos e a Associação de Luta contra o Cancro do Intestino consideram que a forma de sedação proposta é inadequada e defendem que devem ser os anestesistas e não os gastrenterologistas a assegurá-la –, desvalorizou a questão. "Este é um despacho adicional e foi pedido à Direcção-Geral da Saúde que emita orientações sobre “a forma de melhorar a maneira de adicionalmente financiarmos esse tipo de exames”, explicou. Macedo acrescentou que vários hospitais públicos da região de Lisboa, onde as listas de espera são preocupantes, já disseram ter capacidade de resposta para assegurar produção adicional ,de forma a resolver "casos pendentes”.

À entrada do hotel, o ministro foi recebido por cerca de 30 pessoas que gritavam “assassino”, pediam a realização de eleições e empunhavam cartazes que diziam “Governo rua”, segundo descreveu a agência Lusa. Álvaro Agostinho, do Sindicato da Função Pública do Norte e trabalhador do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, esclareceu que estava a manifestar-se “por causa dos direitos e da falta de saúde que os portugueses têm actualmente”. “Peço ao senhor ministro que deixe as pessoas trabalhar com qualidade (…) nos serviços de saúde”, reclamou.

publicado por usmt às 18:49
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